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CRESCER PATRIMÔNIO

“Eu não sou contra as pessoas estarem endividadas”, afirma Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (13) que não é contrário ao endividamento das famílias, desde que as dívidas estejam relacionadas à aquisição de bens, à melhoria da qualidade de vida ou ao aumento do patrimônio. A declaração foi feita durante evento no Ministério do Trabalho, em Brasília, para apresentação de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada.

“Eu não sou contra as pessoas estarem endividadas. Eu sou contra as pessoas estarem endividadas por uma dívida que não tenha o objetivo de crescimento, da melhoria da qualidade de vida delas ou que não tenha um crescimento do patrimônio”, declarou Lula.

Segundo o presidente, financiamentos e compras parceladas podem ser considerados positivos quando utilizados dentro da capacidade de pagamento das famílias. Lula citou a aquisição de eletrodomésticos, roupas, material escolar, computadores e telefones como exemplos de despesas que podem contribuir para melhorar as condições de vida.

“Nós temos que incentivar as pessoas a comprar, mas dentro do limite do que ela pode pagar”, afirmou.

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A declaração ocorreu poucos dias depois da divulgação de uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que apontou que 82% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Entre os consumidores com renda de até três salários mínimos, o percentual chega a quase 85%.

Lula, entretanto, fez uma distinção entre o crédito utilizado para aquisição de bens e as dívidas contraídas em apostas esportivas, as chamadas bets. Para o presidente, os jogos podem levar o consumidor a um ciclo de endividamento e dificultar a recuperação financeira.

“A desgraça do jogo é que você passa a vida inteira jogando para pagar o prejuízo do primeiro jogo que você fez”, disse.

O governo federal tem adotado medidas para restringir o acesso às apostas e combater o superendividamento associado aos jogos. Em julho, uma nova versão do programa Desenrola passou a exigir a autoexclusão de sites de apostas como uma das condições para determinados participantes.

Durante o mesmo evento, Lula também destacou os números do mercado de trabalho formal. Segundo dados apresentados pelo governo, o Brasil acumulou 10,1 milhões de vínculos formais de emprego entre janeiro de 2023 e junho de 2026.

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Em junho, o país registrava 62,9 milhões de vínculos formais ativos, sendo 48,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O setor de serviços concentrava a maior parcela dos empregos formais, seguido pelo comércio e pela indústria.

 

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