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ELEIÇÕES 2026

Apenas quatro presidenciáveis terão direito ao horário eleitoral gratuito na TV e no rádio; entenda

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A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para as eleições presidenciais de 2026 contará, até o momento, com apenas quatro candidatos à Presidência da República: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A distribuição do tempo segue critérios definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), baseados no tamanho das bancadas dos partidos e federações eleitas para a Câmara dos Deputados em 2022.

Campanhase eleições

Com isso, candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ficam sem direito ao horário eleitoral gratuito. No caso do Missão, a legenda foi criada recentemente e ainda não possui representação parlamentar suficiente. Já o Novo não atingiu a cláusula de barreira nas eleições de 2022, requisito necessário para participar da divisão do tempo de propaganda.

Embora ambos apareçam em pesquisas de intenção de voto, eles não terão espaço nos blocos de propaganda nem nas inserções ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão.

Alianças podem alterar tempo de TV

Os cálculos apresentados por analistas apontam que o tempo de propaganda ainda pode sofrer alterações caso sejam firmadas alianças partidárias antes do início da campanha.

No cenário atual, Flávio Bolsonaro disputaria a eleição apenas pelo PL, legenda que elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados em 2022. Com isso, já teria um dos maiores tempos de propaganda eleitoral.

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Caso o PL forme uma aliança com o Podemos, o tempo destinado à candidatura de Flávio aumentaria, reduzindo proporcionalmente o espaço de Lula.

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A hipótese que mais alteraria a distribuição seria uma coligação entre PL e Republicanos. Nesse cenário, considerado improvável por analistas políticos, Flávio Bolsonaro passaria a liderar o tempo de televisão, com pouco mais de cinco minutos dos cerca de 12 minutos e meio disponíveis em cada bloco, equivalente a aproximadamente 40% do total.

Já Ronaldo Caiado e Augusto Cury teriam mudanças pouco significativas em qualquer um dos cenários simulados.

Inserções são consideradas mais estratégicas

Especialistas afirmam que as inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras costumam ser mais eficientes do que os blocos fixos do horário eleitoral.

Segundo o analista de Política da CNN, Pedro Venceslau, os principais marqueteiros das campanhas apostam fortemente nesse formato. Entre eles estão Raul Rabello, responsável pela campanha de Lula; Duda Lima, que atuou na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 e agora integra a equipe de Flávio Bolsonaro; e Paulo Vasconcelos, coordenador da estratégia de Ronaldo Caiado.

De acordo com Venceslau, quem dispõe de maior número de inserções consegue aparecer com mais frequência em horários de grande audiência, aumentando o alcance da mensagem junto ao eleitorado.

No cenário atual, Flávio Bolsonaro teria cerca de 20% menos tempo do que Lula, diferença que representa aproximadamente um minuto a menos por bloco e, consequentemente, menor quantidade de inserções ao longo da programação.

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As projeções indicam que Caiado deverá contar com cerca de dois minutos e dois segundos por bloco, garantindo entre cinco e seis inserções. Já Augusto Cury teria aproximadamente 36 segundos, suficientes para duas ou três inserções. Renan Santos e Romeu Zema não terão nenhuma.

TV mantém influência entre eleitores mais velhos

A analista Julliana Lopes destacou que o perfil do eleitor brasileiro vem envelhecendo e que o público idoso continua sendo fortemente impactado pela propaganda eleitoral tradicional.

Segundo ela, esse grupo tende a atribuir maior credibilidade às mensagens veiculadas na televisão e no rádio do que às divulgadas nas redes sociais. Atualmente, pessoas com mais idade representam cerca de um quarto do eleitorado nacional.

Caiado aposta na televisão para ampliar visibilidade

Para a analista Jussara Soares, Ronaldo Caiado enxerga no tempo de televisão uma oportunidade para ampliar seu conhecimento nacional e reduzir a distância em relação aos candidatos que lideram as pesquisas.

Ela ressalta que, em diversas regiões do interior do país, especialmente onde o acesso à internet ainda é limitado, a televisão continua sendo o principal meio de informação  política dos eleitores.

Além disso, Caiado busca utilizar o espaço para apresentar propostas, fortalecer sua imagem nacional e responder a adversários durante a campanha.

Já candidatos sem tempo de propaganda gratuita, como Renan Santos e Romeu Zema, deverão concentrar esforços na participação em debates televisivos e em estratégias digitais para ampliar sua exposição durante o período eleitoral.

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