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AGOSTO LILÁS

Max Russi critica avanço de feminicídios e cobra ações contra violência em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), classificou como preocupante o número de feminicídios registrados no estado e defendeu medidas permanentes para combater a violência contra as mulheres. A manifestação ocorreu durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência de gênero.

A preocupação ganhou força após três mulheres serem assassinadas em diferentes municípios mato-grossenses nesta semana. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), apontavam 28 feminicídios registrados no estado até então. Com os dois assassinatos ocorridos em Poconé, caso sejam confirmados como feminicídios, o número pode chegar a 30 ocorrências em 2026.

Para Max Russi, o enfrentamento do problema precisa começar ainda na formação de crianças e adolescentes. O parlamentar defende que as escolas tenham papel mais ativo na discussão sobre respeito, relacionamentos e prevenção da violência contra a mulher.

“Esse número de feminicídios nos entristece bastante. É uma situação lamentável e vergonhosa”, afirmou o deputado.

Na avaliação de Max, parte dos crimes está relacionada a comportamentos de homens que não aceitam o fim de relacionamentos e enxergam a mulher como propriedade. Para ele, mudar essa mentalidade exige um trabalho contínuo de conscientização.

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O deputado também considera necessário ampliar a presença das mulheres em cargos de liderança e nos espaços onde são definidas políticas públicas. Segundo ele, a participação feminina pode contribuir para que as ações de combate à violência considerem diferentes experiências e necessidades.

“Quanto mais mulheres participarem da política, ocuparem posições de liderança e tiverem voz na construção das políticas públicas, mais condições teremos de trazer diferentes experiências para esse debate”, declarou.

Presidente estadual do Podemos, Max também vem defendendo a ampliação da participação feminina nas candidaturas proporcionais do partido nas eleições deste ano, tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados.

Crimes recentes

Entre os casos que chamaram atenção nesta semana está o assassinato de Sirlei Gomes de Oliveira, de 42 anos, ocorrido no domingo (9), em uma propriedade rural de Vila Bela da Santíssima Trindade. O marido da vítima, Diogo Tavares, também de 42 anos, foi preso preventivamente e é investigado pelo crime.

Segundo as investigações, o casal teria histórico de violência doméstica. A vítima, entretanto, não havia registrado denúncias contra o companheiro.

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Em Poconé, as agentes comunitárias de saúde Maria Helena do Carmo e Cleidineia Eucaris da Costa foram mortas a facadas durante uma confraternização no distrito de Cangas, na madrugada de quinta-feira (13). Um homem também ficou ferido.

O principal suspeito é José Carrea de Miranda, ex-companheiro de Maria Helena. Ele foi localizado e preso pela Polícia Militar após o ataque.

Diante da sequência de casos, Max defende que o enfrentamento ao feminicídio não fique restrito a ações pontuais. Para o deputado, além da responsabilização dos autores, é necessário investir em prevenção, educação e políticas públicas capazes de interromper situações de violência antes que elas evoluam para crimes mais graves.

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