O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que está preparado para responder a questionamentos relacionados à denúncia de violência doméstica registrada contra ele em 2021, caso o assunto volte a ser explorado por adversários durante a campanha eleitoral deste ano. Cotado para disputar a reeleição ao Governo de Mato Grosso, Pivetta disse que as investigações concluíram pela sua inocência e que trata o tema com tranquilidade.
Em conversa com a imprensa, o governador ressaltou que o caso foi analisado pelas autoridades competentes tanto em Santa Catarina quanto em Mato Grosso e afirmou que não vê motivo para evitar o debate durante o período eleitoral.
“Da Lei Maria da Penha, eu fui inocentado em Santa Catarina e fui inocentado aqui. Eu nunca me referi a esse assunto, com respeito e amor às crianças que participavam dessa vida conjugal que eu dediquei o melhor de mim. Então eu sou muito tranquilo para falar desse assunto em qualquer situação”, declarou.
O episódio mencionado pelo governador ocorreu em julho de 2021, quando sua ex-esposa, Viviane Cristina Kawamoto, registrou uma denúncia de agressão contra ele.
O suposto fato teria acontecido no apartamento onde o casal residia em Balneário Camboriú (SC) e ganhou repercussão nacional, levando à abertura de investigações.
Meses depois, em novembro daquele ano, o Ministério Público de Mato Grosso determinou o arquivamento do inquérito policial que apurava o caso. Pivetta também afirma que foi inocentado nos procedimentos conduzidos em Santa Catarina, argumento que utiliza para sustentar que o assunto já foi esclarecido pelas instâncias responsáveis.
Apesar disso, o governador acredita que o episódio poderá voltar ao centro do debate político durante a campanha eleitoral. Na avaliação dele, adversários deverão recorrer ao caso como estratégia de desgaste de sua imagem perante o eleitorado.
“Oportunismo há, covardia também há, e eu estou preparado para isso”, afirmou.
Mesmo prevendo que o tema seja utilizado durante a disputa, Pivetta disse que pretende responder aos questionamentos com serenidade e considera que a exposição faz parte da vida pública.
“Não é agradável, mas eu me proponho, eu quero ser um homem público. Tenho que ter condições de não me aborrecer com as conversas que vêm a meu respeito, seja lá de onde vierem”, concluiu.
O episódio volta ao debate em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, quando os principais grupos políticos do Estado iniciam a consolidação de candidaturas e a definição das estratégias que serão adotadas durante a campanha.


























