O ex-governador e ex-senador Pedro Taques confirmou, em entrevista exclusiva ao Portal Popular MT1 e ao Brasil Notícias, que pretende disputar um cargo eletivo nas eleições de 2026. Segundo ele, a decisão de retornar à política está relacionada ao atual cenário nacional e à necessidade de fortalecimento das instituições democráticas.
Durante a entrevista, Taques revelou que recebeu um convite do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. De acordo com o ex-governador, a possibilidade representa uma nova etapa em sua trajetória política.
Ao relembrar sua carreira pública, Pedro Taques destacou sua atuação como procurador da República, enfatizando o trabalho desenvolvido no combate à corrupção e na defesa do cumprimento das leis. Também lembrou sua passagem pelo Senado Federal e pelo Governo de Mato Grosso, afirmando que sua vida pública sempre foi pautada pela responsabilidade administrativa, gestão fiscal e fiscalização dos recursos públicos.
Sobre sua administração estadual, Taques afirmou que assumiu o comando do Estado em um período de forte crise econômica e financeira, que atingia diversas unidades da federação. Segundo ele, foi necessário adotar medidas de reorganização administrativa e de equilíbrio das contas públicas para recuperar a capacidade de investimento de Mato Grosso.
O ex-governador também declarou que deixou o cargo sem responder a processos por atos de improbidade administrativa, destacando esse fato como um dos diferenciais de sua gestão.
Ao comentar o cenário político atual, Pedro Taques fez críticas ao governo Mauro Mendes e afirmou que algumas decisões administrativas devem ser analisadas pelos órgãos de controle. Entre os temas citados está o chamado “caso Oi”. Segundo Taques, foi apresentada uma representação à Procuradoria-Geral da República acompanhada de documentos que, em sua avaliação, justificam a abertura de investigação. Ele ressaltou que cabe às autoridades competentes apurar os fatos, respeitando os procedimentos legais.
O ex-governador também mencionou o chamado “caso Banco Master”, informando que protocolou representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para que sejam analisados atos relacionados ao tema.
Durante a entrevista, Taques defendeu que todas as denúncias envolvendo recursos públicos sejam investigadas com independência, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa. Ao abordar a situação dos servidores públicos, afirmou que existem relatos de possíveis prejuízos envolvendo trabalhadores estaduais e defendeu a atuação dos órgãos de fiscalização para esclarecer os fatos.
Na área política, Pedro Taques disse que pretende disputar o Senado defendendo pautas voltadas à responsabilidade fiscal, transparência na administração pública, fortalecimento da segurança pública e melhoria dos serviços prestados à população.
Questionado sobre a destinação de emendas parlamentares pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, afirmou que apresentou questionamentos ao Ministério Público Estadual e defendeu maior rigor na fiscalização da aplicação dos recursos públicos.
Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Taques declarou ser favorável à adoção de idade mínima mais elevada para nomeação de ministros, à fixação de mandatos para os integrantes da Corte e à limitação das decisões monocráticas, com maior valorização das decisões colegiadas.
O ex-governador também afirmou que o eleitor deve avaliar o histórico dos candidatos antes de definir seu voto nas eleições de 2026.
Sobre uma eventual candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso, Pedro Taques afirmou que o vice-governador deve exercer seu papel institucional e apresentou críticas à condução política da atual gestão estadual.
Ao encerrar a entrevista, Taques disse que pretende colocar novamente sua experiência como procurador da República, senador e governador à disposição da população mato-grossense.
Observação: As declarações reproduzidas nesta reportagem correspondem às manifestações de Pedro Taques durante entrevista concedida ao Portal Popular MT1 e ao Brasil Notícias. As referências a denúncias, representações e pedidos de investigação refletem exclusivamente as afirmações do entrevistado e não representam conclusão sobre os fatos. Eventuais apurações cabem aos órgãos competentes, sendo assegurados aos citados o contraditório e a ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira.























