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MODELO

PCC vira referência para facções estrangeiras e amplia influência em 28 países

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O Primeiro Comando da Capital passou a ser visto como modelo por organizações criminosas estrangeiras, segundo autoridades brasileiras e italianas. A facção, que nasceu no sistema penitenciário paulista, ampliou sua atuação e hoje mantém presença comprovada em 28 países de quatro continentes.

Dados do Ministério Público de São Paulo apontam cerca de 40 mil integrantes ligados ao grupo. Para o italiano Giovanni Tartaglia, o PCC se transformou em um “paradigma na nova geopolítica criminal global” ao avançar sobre o tráfico internacional, a economia formal e estruturas do poder público.

“A facção passou de um grupo violento a uma rede, de rede a sistema, e de sistema hoje ambiciona ser um poder econômico e social”, afirmou. Ele defendeu uma resposta integrada entre instituições públicas e sociedade civil, sem abandonar as garantias do Estado de Direito.

O ex-ministro do STF Francisco Rezek também destacou que a dimensão internacional da facção torna indispensável a cooperação com outros países. Segundo ele, porém, essa articulação externa precisa ser acompanhada por uma estrutura interna rigorosa de combate ao crime organizado.

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Durante o encontro, representantes do Ministério Público ainda alertaram para a participação de agentes públicos em esquemas criminosos. As autoridades defenderam o fortalecimento das ações contra corrupção, lavagem de dinheiro, narcotráfico e infiltração de facções em atividades econômicas legais, apontou a Folha.

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