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Tabuleiro DF

Celina Leão reaparece não como figurante, mas como a peça mais poderosa do jogo

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No tabuleiro político do Distrito Federal, as peças sempre se moveram sob a batuta do rei. Durante anos, o centro da partida foi ocupado pelo governador Ibaneis Rocha, estrategista do jogo, distribuidor de espaços e comandante de um exército de peões que avançavam disciplinadamente em defesa do palácio.

Peões obedientes, alguns barulhentos, outros discretos, mas todos empenhados em sustentar as jogadas do rei. Era a velha lógica do poder: proteger o trono, custe o que custar.

Nesse cenário, a rainha parecia ter sido empurrada para fora do centro do tabuleiro.

A vice-governadora Celina Leão passou boa parte da partida observando de longe os movimentos. Isolada em muitos momentos, alvo silencioso de intrigas palacianas e mantida à margem de decisões que se desenrolavam dentro das muralhas do governo.

Enquanto cavalos galopavam pelos corredores do poder e torres se levantavam como guardiãs do reinado, a rainha parecia confinada a um canto do tabuleiro.

Mas a política, assim como o xadrez, tem suas ironias.

O jogo muda.
E muda rápido.

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Com o passar do tempo, algumas peças começaram a cair. Peões que antes bradavam fidelidade desapareceram. Outros, que se imaginavam indestrutíveis, perderam valor. Certos cavalos passaram a mancar. Torres já não pareciam tão firmes quanto no início da partida.

Houve até bispos que, em movimentos apressados, se lançaram sozinhos ao sacrifício.

Quando o tabuleiro começou a revelar seus desgastes, a rainha voltou ao centro da cena.

Celina Leão reaparece não como figurante, mas como a peça mais poderosa do jogo, aquela que se move em todas as direções, atravessa o tabuleiro com liberdade e redefine o destino de uma partida.

Durante anos tentaram associá-la às turbulências do reinado. Uma estratégia antiga: dividir responsabilidades, diluir culpas e tentar arrastar para o mesmo campo quem, na verdade, esteve muitas vezes à margem das decisões.

Mas a plateia, essa plateia que observa a política de Brasília como quem acompanha uma longa partida, sabe reconhecer quando alguém atravessou o jogo resistindo às armadilhas.

E é exatamente essa plateia que agora começa a aplaudir.

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Porque, no xadrez do poder, há peças que nascem para defender o rei. E há aquelas que sobrevivem a ele.

A segunda partida já começou no tabuleiro do Distrito Federal.

E, desta vez, quem conduz os movimentos é a rainha.

Uma rainha que resistiu, atravessou o jogo sob ataques e agora retorna ao centro do tabuleiro com o aplauso de quem acompanhou cada lance.

No fim das contas, pode ser que o xeque-mate venha justamente da peça que tentaram tirar do jogo.

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