Conforme conversas entregues à Polícia Federal por Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi e ex-CEO do Portal Léo Dias, Daniel Vorcaro está em fase de construção de um império de comunicação oculto. Os relatos indicam que o dono do Banco Master investiu quantias milionárias, utilizando o empresário Flávio Carneiro como “laranja” para adquirir participações em veículos de grande porte, sem que seu nome fosse oficialmente vinculado às operações.
Durante as discussões e reuniões, Vorcaro declarou estar montando um conglomerado e afirmou já possuir fatias em importantes meios de comunicação como Léo Dias, IstoÉ, Brazil Journal e PlatôBR. Flávio Carneiro, que foi investigado na operação Lava Jato e mencionado na delação da JBS, reconheceu sua sociedade nos portais, mas negou que Vorcaro fosse um investidor oculto, alegando que o banco atuava unicamente como anunciante.
Embora essa informação não seja uma grande novidade, o depoimento de Miranda se alinha com um relatório divulgado em abril, que revelava que o Portal Léo Dias havia recebido pelo menos R$ 10 milhões diretamente do Banco Master, além de R$ 2 milhões de uma empresa parceira. Segundo o publicitário, apesar de não ter sido publicado nenhum conteúdo favorável, o portal não noticiou a operação da PF que resultou na prisão de Vorcaro nem a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O mesmo padrão de omissão foi observado no PlatôBR e no Brazil Journal.
A estratégia de Vorcaro se estendeu além da imprensa tradicional. O “Projeto DV” previa um investimento de R$ 3,5 milhões mensais para influenciadores do Instagram criticarem o Banco Central, incluindo os perfis Fofoquei, Alfinetei e o jornalista Luiz Bacci.
Além das informações sobre os portais, a Polícia Federal também obteve mensagens que sugerem uma tentativa de ataque hacker contra o jornalista Lauro Jardim, evidenciadas por uma troca de mensagens entre Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido como o Sicário.


























