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Cão Orelha

Em nota, porteiro voltou a afirmar que não presenciou e nem filmou agressões ao cão Orelha em Florianópolis; três familiares foram indiciados por coação

Vídeo mostra um dos momentos que porteiro é coagido por pai e tio de adolescente suspeito por agressões ao cão Orelha Foto: NDTV RECORD/Reprodução/ND Mais

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Um vídeo mostrou o momento em que o porteiro — uma das testemunhas do caso do cão Orelha — é cercado e coagido pelo pai e pelo tio de um dos adolescentes investigados pela morte do cachorro na Praia Brava, em Florianópolis.

O vídeo foi gravado no dia 13 de janeiro, pouco depois da meia-noite. A reportagem do Domingo Espetacular, que foi ao ar neste domingo (1º), mostra as imagens de câmera de segurança.

O registro mostra quando uma mulher sai com um dos adolescentes e passa pelo porteiro, momento em que o jovem xinga o trabalhador. Minutos depois, aparecem o pai e o tio do suspeito pela morte do cão Orelha.

Segundo a polícia, o pai do rapaz queria as fotos e os vídeos que supostamente o porteiro teria postado em uma rede social e que poderiam provar que o adolescente fazia parte de um grupo de arruaceiros na região.

Nesse momento, o tio estaria com “um volume na região da cintura”, segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, o que levantou a suspeita de que ele portasse uma arma no momento da coação. A existência da pistola, contudo, não foi confirmada, mesmo após busca e apreensão na casa do suspeito.

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No entanto, o pai e o tio flagrados — assim como o pai de outro adolescente suspeito — foram indiciados pela Polícia Civil pelo crime de coação de testemunha.

Assista ao vídeo que mostra coação de porteiro

Porteiro nega ter filmado ou presenciado agressões ao cão Orelha

O porteiro de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, negou possuir qualquer filmagem dos maus-tratos sofridos pelo cão Orelha. Em nota divulgada na quinta-feira (29), assinada pelo advogado Marcos Vinícius de Assis dos Santos, a defesa afirmou que “jamais houve, por parte do porteiro, qualquer filmagem do ocorrido”.

“Ele não possui nenhum vídeo, não filmou e nem presenciou nenhum ato”, afirmou o advogado ao Domingo Espetacular.

Segundo a defesa, o porteiro já havia relatado, em outras ocasiões, “arruaças, algazarras e confusões” por parte de adolescentes. Os relatos sobre o comportamento dos jovens foram feitos à administração do condomínio nos meses anteriores à morte do cão Orelha.

Após as agressões ao cão comunitário, a defesa relata que o porteiro passou a ser alvo de constrangimentos e ameaças em seu ambiente de trabalho por parte da administração do espaço residencial.

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O funcionário recebeu uma ameaça escrita de advertência, além de ser repreendido oralmente. O fato resultou “na imposição compulsória de férias, sem prévio aviso legal, e ameaças por parte dos familiares dos adolescentes supostamente envolvidos no ocorrido”.

“Mesmo tendo esclarecido tudo isso, ele foi alvo de violações à sua liberdade, intimidade, privacidade, moral, ao trabalho digno e, principalmente, à sua segurança”, declara a defesa na nota.

 

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