A retirada de grandes quantias em dinheiro passou a ser um dos principais focos da investigação da Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) em Mato Grosso. Relatórios de inteligência apontam que empresários investigados sacaram, ao todo, R$ 720 mil em espécie em um intervalo de cerca de dois meses.
De acordo com os dados levantados, os saques ocorreram em três momentos próximos — em dezembro de 2025 e janeiro de 2026 — com valores de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil. Para os investigadores, o padrão das retiradas levanta suspeitas de tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro, prática comum em esquemas de ocultação de recursos.
Um dos episódios monitorados envolve um empresário flagrado deixando uma agência bancária com grande volume de dinheiro e, na sequência, encontrando outros alvos da operação. A movimentação é tratada como um dos indícios de possível circulação de valores ligados ao esquema investigado.
A apuração também alcança agentes públicos e entidades que teriam recebido recursos por meio de emendas parlamentares. A suspeita é de que parte desses valores tenha sido desviada e posteriormente retirada em espécie, com possível retorno a envolvidos. Diante dos indícios, a Justiça determinou o bloqueio de bens e autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Além disso, durante o cumprimento de mandados, foram apreendidos cerca de R$ 200 mil em dinheiro vivo, além de equipamentos eletrônicos e documentos. Os investigadores seguem analisando o material para aprofundar a apuração sobre a origem e o destino dos recursos.

























