O empresário Pablo Marçal (PRTB) afirmou que a declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no valor de R$ 7,4 bilhões, está errada. Segundo ele, a informação já foi encaminhada para correção, mas o candidato não revelou qual será o patrimônio correto registrado na Justiça Eleitoral.
Marçal registrou sua candidatura à Presidência da República no sábado (15), último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. O registro ocorreu depois de uma decisão liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo que permitiu ao empresário trocar de legenda e se filiar ao PRTB.
O patrimônio de R$ 7,4 bilhões, caso permanecesse no sistema do TSE, faria de Marçal o candidato com maior patrimônio declarado entre os postulantes ao Palácio do Planalto em 2026.
O valor também representa uma diferença expressiva em relação à declaração apresentada pelo empresário nas eleições municipais de 2024. Na ocasião, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, Marçal declarou possuir R$ 169,5 milhões em bens. O montante registrado agora seria aproximadamente 43 vezes superior ao informado dois anos atrás.
Em declaração ao jornal Estadão, Marçal afirmou que houve um erro no preenchimento dos dados e que já solicitou a alteração das informações. O empresário, entretanto, não informou qual seria o valor correto de seu patrimônio.
Candidatura enfrenta questionamentos
Além da divergência envolvendo a declaração de bens, a candidatura de Marçal à Presidência também enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral.
O empresário foi condenado em processos relacionados à campanha pela Prefeitura de São Paulo em 2024 e recebeu uma declaração de inelegibilidade por oito anos. A situação poderá interferir no pedido de registro de sua candidatura à Presidência.
A candidatura foi apresentada dentro do prazo legal, mas ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. Eventuais recursos e decisões judiciais poderão definir a situação de Marçal na disputa presidencial.
Responsabilidade pela declaração
O preenchimento da declaração de bens é de responsabilidade dos próprios candidatos e dos partidos políticos.
Entre os itens que devem ser informados estão imóveis, veículos, participações em empresas, saldos bancários, aplicações financeiras, ações negociadas em bolsa e outros bens e direitos que estejam em nome do candidato.
No caso de Marçal, a diferença entre o patrimônio declarado em 2024 e o valor atualmente disponível no sistema do TSE chamou atenção e levou o próprio candidato a solicitar a correção das informações.
Até que a alteração seja efetivada no sistema eleitoral, permanece disponível a declaração de R$ 7,4 bilhões apresentada no registro de candidatura.

























