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INVESTIGAÇÃO

Sócios da Naskar planejaram golpe milionário por 1 ano, diz delegado

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O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Henry Galdino, diretor da Divisão de Falsificação e Defraudações (Difraudes/Corf/DPE) e responsável pela investigação da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda., que teria sumido com quase R$ 1 bilhão dos seus investidores, disse que o golpe foi planejado.

Em uma entrevista exclusiva ao Metrópoles, Galdino afirmou que, até o momento, não dá para afirmar se o esquema funcionava como uma pirâmide financeira.

Segundo o delegado, as investigações apontaram que o planejamento para o “sumiço do dinheiro” ocorreu há, pelo menos, um ano.

Ressarcimento

Sobre os bens apreendidos durante a operação que prendeu Rogério Vieira, José Maurício Volpato e Marcelo Liranco Arantes, o diretor da Difraudes disse que ainda não dá para calcular o valor e se, com ele, será possível ressarcir parte dos prejuízos causados pela Naskar.

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“O fato é que a gente bloqueou muita coisa e continuamos atrás do restante do dinheiro e outros bens. A gente está fazendo todo o possível para recuperar pelo menos parte do dinheiro e amenizar o sofrimento das pessoas”, garantiu.

O delegado também afirmou que a investigação está tentando rastrear para quais caminhos o dinheiro dos investidores seguiu. “Sem dúvida. Inclusive, o Ministério Público (MPDFT) está atuando em conjunto com a PCDF para que seja recuperado o maior valor possível e, assim, conseguirmos ressarcir os clientes”, ressaltou.

“É importante esclarecer aos investidores que sempre desconfiem de falsas promessas. Não existe almoço grátis, não existe milagre. Se te prometem o dobro da média (de ganhos) do mercado, você precisa desconfiar”, alertou.

Em silêncio

Galdino disse ainda que, após as respectivas prisões, nenhum dos sócios da Naskar falou à polícia. “Todos ficaram em silêncio. Seria interessante se eles explicassem como tudo foi feito, mas como eles ficaram em silêncio, a gente vai ter que contar com os outros elementos de prova, como as apreensões de celulares e documentos contábeis”, explicou.

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Questionado se há algum indício da existência de um “cabeça” entre os três, o delegado apontou Rogério. “Até porque ele era o que tinha mais influência sobre o grupo, pois tem conhecimento maior do assunto”, observou.

Sobre a possível participação do empresário Douglas Silva de Oliveira no esquema, o diretor da Difraudes afirmou que, na atual fase das investigações, ainda não foram encontrados elementos suficientes que comprovem seu envolvimento.

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