O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, passou a ser investigado pela Polícia Federal no inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças. A inclusão do magistrado nas apurações foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
A decisão foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, responsável por permitir o avanço das diligências contra Buzzi. A investigação deverá apurar a eventual participação do integrante do STJ nas irregularidades analisadas pela PF.
O magistrado já está afastado cautelarmente de suas funções desde fevereiro deste ano. A medida foi adotada pelo próprio STJ após denúncias de assédio sexual apresentadas contra ele.
Além do inquérito criminal, Buzzi responde a um processo administrativo disciplinar aberto para investigar as acusações de assédio. O tribunal decidiu que ele deverá permanecer fora do cargo até a conclusão das apurações internas.
Agora, a situação do ministro passa a envolver duas frentes distintas de investigação. A autorização do STF não representa condenação, e a possível responsabilidade de Buzzi ainda será analisada a partir das provas reunidas pela Polícia Federal.




























