Integrantes do mercado financeiro demonstram forte resistência à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Embora mantenham críticas à política econômica do governo Lula, gestores, economistas e executivos avaliam que o senador não reúne as condições políticas necessárias para liderar uma alternativa competitiva ao atual presidente.
Entre os fatores apontados estão a perda de credibilidade após as controvérsias envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, as investigações em andamento e a dificuldade para construir alianças partidárias. O desgaste também teria sido ampliado pelas divergências internas no PL e pela falta de apoio de lideranças consideradas estratégicas.
Nos bastidores, cresce a preferência por nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e outras alternativas de centro-direita vistas como mais capazes de unificar o campo oposicionista. Para parte dos agentes do mercado, a permanência de Flávio na disputa favorece a reeleição de Lula ao dificultar o surgimento de uma candidatura mais competitiva.
A percepção já influencia as expectativas econômicas, segundo interlocutores do setor, que veem os preços dos ativos refletindo um cenário de continuidade do atual governo. Além das preocupações com o ajuste fiscal, investidores acompanham os desdobramentos políticos e a possível composição do Supremo Tribunal Federal em um eventual novo mandato presidencial, apontou a Folha.




























