O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) criticou o que considera uso excessivo de emendas parlamentares e citou, durante entrevista ao PodOlhar, um repasse de R$ 29 milhões para serviços em estradas vicinais de Jangada como exemplo de aplicação que, na avaliação dele, deveria ser melhor fiscalizada.
Sem mencionar diretamente o nome do senador Carlos Fávaro (PSD), adversário na disputa ao Senado, Mauro associou politicamente o caso ao parlamentar e afirmou que a destinação dos recursos é alvo de investigação.
“Tem uma investigação aqui em Jangada, vamos falar sobre isso, de R$ 29 milhões, está lá no Supremo”, afirmou.
Mauro questionou a eficiência de investir uma quantia elevada em serviços de manutenção de estradas de terra, como patrolamento, argumentando que o trabalho precisa ser repetido após os períodos de chuva.
“R$ 29 milhões aqui na cidade de Jangada para patrolar, passar patrol em estrada vicinal”, disse.
O ex-governador também criticou o modelo de distribuição das emendas, defendendo que os recursos sejam direcionados para obras estruturantes, capazes de gerar resultados permanentes.
Crítica às emendas
Durante a entrevista, Mauro afirmou que, caso seja eleito, não pretende abrir mão das emendas parlamentares a que tiver direito, mas disse que não trabalhará para aumentar a parcela do orçamento controlada pelo Congresso.
Segundo ele, o Legislativo deveria priorizar atividades como elaboração de leis e fiscalização do Executivo, em vez de concentrar esforços na disputa pela liberação de recursos.
Mauro também prometeu divulgar publicamente as emendas que eventualmente indicar ao Estado e informar a finalidade de cada recurso.
“Eu vou aplicar corretamente aqui no Estado, vou fazer uma publicação daquilo que eu destinei, para que destinei, e prestar conta pública daquele dinheiro”, declarou.
Caso de Jangada
Ao citar o episódio envolvendo os R$ 29 milhões, Mauro não apresentou, durante a entrevista, detalhes sobre eventual irregularidade cometida por Fávaro. A menção foi utilizada pelo candidato para questionar a eficiência e a fiscalização das emendas parlamentares.
O caso, portanto, não deve ser tratado como prova de desvio de recursos ou condenação do senador.
Mauro afirmou ainda que o problema envolvendo emendas pode estar tanto na escolha dos municípios e serviços beneficiados quanto na execução dos recursos.
A crítica faz parte de uma posição que o ex-governador já defendia quando estava à frente do Governo de Mato Grosso, período em que questionou o aumento das emendas impositivas e levou a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Mauro, o excesso de pulverização dos recursos reduz a capacidade de governos de planejar grandes obras e investimentos de longo prazo.


























