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INVESTIGAÇÃO E MILHÕES

Alvos da PF somam R$ 45,6 milhões em patrimônio no Tocantins

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Os dez deputados estaduais do Tocantins que foram alvo da segunda fase da Operação Fames-19 declararam, juntos, R$ 45,6 milhões em patrimônio à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. A lista é liderada por Vilmar de Oliveira, com R$ 14,5 milhões, e Amélio Cayres, com R$ 14,4 milhões.

Os dois parlamentares concentram aproximadamente 64% de todo o patrimônio declarado pelo grupo. Entre os bens aparecem fazendas, rebanhos milionários, imóveis, máquinas agrícolas, veículos, participações empresariais e aplicações financeiras.

O levantamento ganha destaque porque os dez parlamentares tiveram gabinetes e, em alguns casos, residências vasculhados pela Polícia Federal em setembro de 2025, durante a investigação que apura suspeitas relacionadas ao uso de recursos públicos, emendas parlamentares e possíveis vantagens indevidas.

Na declaração deste ano, Olyntho Neto aparece com R$ 4,47 milhões, seguido por Cleiton Cardoso, com R$ 3,4 milhões, Nilton Franco, com R$ 3,08 milhões, e Léo Barbosa, com R$ 2,23 milhões. Jorge Frederico declarou R$ 1,97 milhão, enquanto Valdemar Júnior informou R$ 970 mil.

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Na parte de baixo da lista estão Ivory de Lira, com R$ 310 mil, e Claudia Lelis, com R$ 183,6 mil, o menor patrimônio entre os dez. Apesar das diferenças expressivas, todos aparecem no mesmo levantamento por terem sido alvos da operação que atingiu dez dos 24 gabinetes da Assembleia Legislativa.

A Operação Fames-19 investiga suspeitas envolvendo recursos destinados a ações durante a pandemia de Covid-19. As apurações tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, e a existência de busca e apreensão ou de valores apreendidos não significa, por si só, comprovação de crime ou origem ilícita dos bens.

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