O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh Farias (PT-RJ) que busca incluí-lo no inquérito de coação envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (5/6) e contesta um requerimento apresentado pelo petista no inquérito que apura a suposta atuação de Eduardo nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e defender a adoção de sanções contra integrantes do Judiciário e do governo federal.
Lindbergh pediu a ampliação da investigação, ao afirmar que recursos destinados ao filme Dark Horse, financiado por Daniel Vorcaro e articulado por Flávio, podem ter sido usados para custear a permanência de Eduardo nos EUA.
Os advogados de Flávio argumentam que o ministro não teria a imparcialidade necessária para decidir sobre fatos relacionados a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório da esposa de Moraes pelo banco, além de reportagens que relatam mensagens trocadas e encontros entre o ministro e o ex-controlador da instituição financeira.
“Aqui, abra-se um parêntese. Não se indigita nesta exceção qualquer irregularidade em tal contratação, até porque a própria Procuradoria-Geral da República concluiu pela licitude dessa relação de prestação de serviços”, dizem os advogados.
Além disso, a defesa de Flávio pede que, caso seja reconhecida a suspeição de Moraes, o pedido de inclusão do senador no inquérito seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator do caso.
Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o requerimento apresentado pela defesa do filho mais velho do ex-presidente.





























