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REFORMA NO GOVERNO

Pivetta coloca Gallo à frente de reforma administrativa para reduzir gastos em MT

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) designou o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo para elaborar um diagnóstico sobre a estrutura administrativa de Mato Grosso. O trabalho deve apontar medidas para reduzir despesas e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade do Estado de realizar investimentos.

A previsão é que Gallo entregue o levantamento ao governador ainda em outubro. A partir das conclusões, Pivetta poderá definir mudanças na organização do Executivo, incluindo cortes e alterações na estrutura de órgãos e secretarias.

Segundo Gallo, a intenção é aumentar a eficiência da administração sem comprometer os investimentos. Entre as prioridades está a manutenção de uma fatia de aproximadamente 15% do orçamento destinada a obras e outras ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento estadual.

O planejamento também leva em conta as mudanças provocadas pela reforma tributária. Mato Grosso terá de se preparar para uma nova realidade de arrecadação, principalmente diante da substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Pelas regras atuais da reforma, a transição começa em 2029 e o ICMS será totalmente extinto em 2033. Ao mesmo tempo, os incentivos fiscais vinculados ao imposto estadual serão reduzidos gradualmente, afetando uma das principais estratégias utilizadas pelo Estado para atrair empresas e indústrias.

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Diante desse cenário, a infraestrutura deverá ganhar ainda mais peso na política de desenvolvimento. Gallo cita como prioridades a melhoria da logística e a ampliação da oferta de energia elétrica, incluindo a expansão da rede trifásica no interior.

Fontes ligadas ao Palácio Paiaguás avaliam que, caso o diagnóstico aponte necessidade de mudanças mais profundas, Pivetta poderá encaminhar uma reforma administrativa à Assembleia Legislativa ainda neste ano. A intenção seria iniciar 2027 com uma estrutura de governo remodelada.

As mudanças também ocorrem diante de projeções de impacto na arrecadação estadual. Em 2024, o então governador Mauro Mendes estimou que Mato Grosso poderia perder entre 20% e 25% das receitas com as alterações tributárias, embora os números dependam da transição e das regras de distribuição dos recursos.

Com a redução dos incentivos fiscais, a estratégia de atração de novos investimentos deverá depender cada vez mais de fatores como infraestrutura, logística e energia. A aposta é fortalecer a competitividade de Mato Grosso e estimular a instalação de agroindústrias e unidades de processamento da produção no Estado.

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