O senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), afirmou que as recentes decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não serão suficientes para mudar a postura do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a prioridade neste momento é a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, mas sem esquecer os episódios que considera abusos cometidos pela Corte.
“Não caímos mais em aceno nenhum. Eles vão fazer o trabalho deles, nós vamos fazer o nosso. Nós não vamos tocar fogo no país, mas também não vamos nos esquecer de tudo o que aconteceu”, declarou.
A fala ocorre após decisões recentes do STF que foram interpretadas por integrantes do bolsonarismo como possíveis sinais de flexibilização. Entre elas está a autorização dada pelo ministro Alexandre de Moraes para que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, passe ao regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Também nesta semana, o ministro Gilmar Mendes arquivou uma representação que pedia a investigação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
Outro episódio envolve diretamente o senador. Após o primeiro turno, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou a retomada das visitas de Flávio ao pai. As visitas haviam sido suspensas por Moraes, em julho, pelo prazo de 90 dias. O ministro pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente ao retorno dos encontros.
Apesar das movimentações, Medeiros afirmou que o grupo não pretende interpretar as decisões como uma mudança definitiva de postura do STF.
“Estamos muito focados na campanha do Flávio e acompanhando tudo isso. O ex-senador Moka tinha um ditado: ‘malandro, quando vê que vai cair, deita’”, afirmou.
Na sequência, Medeiros citou Clezão, os presos pelos atos de 8 de janeiro e Jair Bolsonaro para reforçar que, na avaliação dele, eventuais decisões recentes não apagam as críticas feitas ao STF.
“Não vamos esquecer do Clezão, de milhares de brasileiros presos apenas por se manifestarem, de Bolsonaro preso. Quem cometeu crime vai responder, independentemente do que fizer de agora para frente”, concluiu.




















