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OPERAÇÃO GORJETA

Polícia aponta Chico 2000 como peça-chave em esquema de desvio de dinheiro público

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O vereador Chico 2000 voltou ao centro das atenções da Polícia Civil após ser apontado como peça-chave em um esquema de desvio de dinheiro público dentro da Câmara de Cuiabá. Ele é um dos principais alvos da “Operação Gorjeta”, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que apura a manipulação de emendas parlamentares para beneficiar terceiros e gerar retorno financeiro ilegal ao próprio parlamentar.

Entre os endereços vasculhados pelos investigadores está o gabinete de Chico 2000, além de locais ligados ao empresário João Nery Chiroly e ao servidor público Alex Jony Silva. Segundo a polícia, o vereador teria articulado o direcionamento de recursos da Câmara para um instituto e uma empresa previamente escolhidos. Após os repasses, parte do dinheiro era desviada e “devolvida” ao parlamentar, configurando, em tese, um esquema de peculato e lavagem de dinheiro.

As investigações indicam que o suposto esquema envolvia uma rede formada por vereador, servidores públicos, empresários, empresas privadas e uma entidade sem fins lucrativos, usada para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.

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No bojo da operação, a Justiça impôs medidas cautelares a seis investigados. Eles estão proibidos de manter contato entre si ou com testemunhas, impedidos de acessar as dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes, além de terem de permanecer na comarca e entregar seus passaportes.

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 em contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas. A decisão ainda autorizou o sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

A “Operação Gorjeta” é um desdobramento direto da “Operação Rescaldo”, que já havia atingido Chico 2000. Na fase anterior, o celular do vereador foi apreendido e ele passou a ser formalmente investigado por suspeita de participação em um esquema de desvio de verbas públicas.

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