A britânica Caitlin Jones, de 20 anos, passou cerca de seis anos sem conseguir arrotar e conviveu com sintomas desconfortáveis até descobrir que tinha uma condição rara chamada disfunção cricofaríngea retrógrada, também conhecida como síndrome da incapacidade de arrotar.
Durante esse período, ela relatava sensação de pressão na garganta e no peito, náuseas após as refeições e sons incomuns na região da garganta, descritos como “borborigmos”. Segundo Caitlin, a situação se tornava ainda mais desconfortável ao consumir bebidas gaseificadas.
“Era muito constrangedor. Enquanto todos conseguiam comer normalmente, eu não conseguia. Às vezes tinha que sair ou ir para o carro”, relatou em entrevista ao portal Metro UK.
Sem respostas iniciais na medicina tradicional, a jovem recorreu à internet em busca de explicações e encontrou relatos sobre a disfunção cricofaríngea retrógrada. Ao reconhecer os sintomas, decidiu procurar atendimento médico.
No entanto, segundo ela, sua queixa inicial não recebeu a devida atenção em uma consulta com um médico de família, o que aumentou sua frustração com o quadro.
Em 2023, Caitlin optou por um atendimento particular e recebeu o diagnóstico da condição rara. O problema ocorre quando o músculo cricofaríngeo não relaxa corretamente, impedindo a liberação de gases pelo esôfago.
Como forma de tratamento, ela passou por aplicações de toxina botulínica (botox) na região do músculo, em procedimentos que custaram entre 800 e 1.000 libras (cerca de R$ 5,3 mil a R$ 6,7 mil).
Apesar de não ser uma solução definitiva, o tratamento trouxe melhora significativa. Pela primeira vez em anos, Caitlin conseguiu arrotar e relatou alívio dos sintomas que a acompanhavam desde a adolescência.
A disfunção cricofaríngea retrógrada é uma condição pouco conhecida e ainda em estudo, caracterizada pela dificuldade ou incapacidade de liberar gases pelo esôfago, o que pode causar desconforto abdominal e pressão na região torácica e da garganta.
Mesmo após o tratamento, a jovem afirma que ainda precisa de acompanhamento médico, mas comemora a melhora na qualidade de vida após anos de desconforto.





























