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CHÃO EM ALERTA

Tremores de terra de até 3,2 de magnitude sacodem interior de MT em sequência incomum

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Uma sequência de cinco tremores de terra foi registrada nas proximidades do município de Feliz Natal, a cerca de 510 km de Cuiabá, entre sexta-feira (25) e sábado (26). O evento sísmico de maior intensidade atingiu magnitude 3,2 e ocorreu às 5h42 (horário de Brasília) do sábado.

Os registros foram captados por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e posteriormente analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). O sistema integra uma rede nacional de monitoramento coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio técnico do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

Apesar da sequência de eventos, não há relatos de danos estruturais ou percepção generalizada por parte da população local. O episódio, no entanto, chama atenção pela concentração dos abalos em um curto intervalo de tempo.

Sequência dos tremores

A atividade sísmica ocorreu de forma distribuída ao longo de dois dias. Confira os registros identificados pelas estações:

  • 26/04 – 08h21 – magnitude 2,3
  • 25/04 – 19h56 – magnitude 1,8
  • 25/04 – 14h00 – magnitude 2,4
  • 25/04 – 06h06 – magnitude 1,9
  • 25/04 – 05h42 – magnitude 3,2
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O último evento de maior intensidade marcou o pico da sequência, concentrando o abalo mais forte do período analisado.

Contexto sísmico no estado

Segundo especialistas, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e ocorrem com frequência semanal em diferentes regiões do país. A maioria, porém, não é sentida pela população.

Os sismos naturais registrados em território brasileiro geralmente estão associados às tensões geológicas acumuladas na crosta terrestre, que podem gerar pequenas rupturas e liberações de energia.

Em Mato Grosso, o último tremor havia sido registrado no dia 19 de abril, no município de Jaciara, com magnitude 2,5 — também sem registro de danos.

Rede de monitoramento

A RSBR é responsável pelo monitoramento contínuo da atividade sísmica no Brasil, operando por meio de cerca de 100 estações espalhadas pelo território nacional.

As estações são geridas por instituições como o Centro de Sismologia da USP, o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), o Laboratório Sismológico da UFRN e o próprio Observatório Nacional.

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O sistema fornece dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica no país e contribui para estudos sobre a estrutura interna da Terra.

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