Um ex-servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso foi preso e é investigado por supostamente falsificar documentos oficiais para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo um dos principais nomes da facção, conhecido como “Perfume”, apontado como o “número 2” da organização criminosa.
A investigação da Polícia Civil, que resultou na Operação Hidra, teve início em julho de 2025 após a prisão do criminoso, que estaria foragido há pelo menos 15 anos vivendo em Mato Grosso com identidade falsa. No momento da detenção, ele estava acompanhado da companheira e dos dois filhos, todos utilizando documentação irregular, segundo os investigadores.
De acordo com a apuração, o ex-servidor Wilton Souza de Arruda, que atuava como papiloscopista na Politec — função responsável pela emissão de documentos e identificação de pessoas — teria sido o responsável pela produção dos registros falsos usados pelo grupo.
Além do líder da facção, a investigação aponta que o servidor também teria auxiliado outros integrantes do PCC na obtenção de documentos fraudulentos. Durante a operação, os policiais apreenderam uma pistola com numeração raspada com o suspeito.
As buscas foram realizadas em sua residência, em Várzea Grande, e também no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá, onde ele atuava. No local, foram apreendidos ainda anabolizantes e canetas emagrecedoras contrabandeadas.
A Politec informou que colaborou com as investigações e já determinou a exoneração do servidor, que também responde a processo administrativo disciplinar (PAD), além da investigação criminal em andamento.
A Operação Hidra segue em curso para identificar outros possíveis beneficiados pela suposta rede de falsificação de documentos ligada ao crime organizado.





























