O médico que atendeu a criança de três anos encontrada morta com sinais de violência relatou à polícia que a vítima apresentava indícios de maus-tratos, possível doença hepática sem tratamento e lesões compatíveis com abuso sexual. Segundo informações do site Olhar Direto, o caso ocorreu no domingo (3), em Primavera do Leste, e o padrasto, Wanderson Cândido da Silva, foi preso em flagrante.
Em depoimento, o médico afirmou que a criança já chegou à unidade de saúde com sinais de negligência. Ele relatou que a vítima estava com roupas sujas e aparentava desidratação, além de apresentar pequenos ferimentos pelo corpo.
Durante o atendimento, um enfermeiro identificou uma lesão na região das nádegas e chamou o médico para avaliação. Ao examinar a criança, o profissional apontou uma fissura considerada grave. “Quando eu olhei, eu já vi um ferimento que ocorreu quando alguém tenta forçar uma penetração, né? E ocorreu essa fissura, e tanto o canal anal, assim como o vaginal, estavam muito dilatados, bem acima do que deveria estar na idade que tinha, e notei que havia algo de muito errado”, disse.
O médico afirmou ainda que, embora não seja possível confirmar se o possível abuso sexual tenha causado a morte, há indícios de que a criança vinha sofrendo violência.
Após o atendimento, a polícia e o Conselho Tutelar foram acionados e estiveram na residência da família. No local, encontraram condições consideradas insalubres, com sujeira e roupas espalhadas. A equipe da Politec também identificou manchas de sangue na cama, além de preservativos e lubrificante.
O suspeito negou o crime em depoimento, mas não soube explicar a origem do sangue. Questionado sobre o lubrificante, afirmou que o produto foi utilizado com a companheira na noite anterior. Ele chegou a chorar e disse que aceitaria fazer exames para comprovar inocência.
De acordo com o relato, a criança estava sob os cuidados do padrasto no momento do ocorrido, já que a mãe estava trabalhando. O suspeito afirmou que percebeu que a menina não respondia ao tentar acordá-la para dar um medicamento e, em seguida, entrou em contato com a companheira por chamada de vídeo, onde foi orientado a levá-la para o hospital. O caso segue sob investigação.





























