O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (6) que a investigação envolvendo o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) não compromete a imagem da Casa e que o Parlamento não irá interferir nas apurações conduzidas pelos órgãos de controle.
Segundo informações do site Olhar Direto, Russi afirmou que eventuais problemas envolvendo parlamentares não podem ser atribuídos à instituição como um todo.
“Não, jamais, jamais, você não pode colocar toda a Assembleia, qualquer problema que tiver, ou todos os deputados, colocar dentro do mesmo saco”, declarou.
O presidente da ALMT defendeu que as investigações ocorram de forma transparente e com garantia de ampla defesa ao parlamentar investigado.
“Existe uma investigação, essa investigação tem que acontecer de forma transparente, de forma correta, ser analisado, dar o direito da ampla defesa e, se tiver comprovado o problema, eu tenho certeza de que a Justiça vai atuar com rigor da lei”, afirmou.
Russi também negou que o caso gere desgaste institucional à Assembleia Legislativa.
“A imagem da Assembleia, não. A Assembleia tem feito seu trabalho. A gente não pode desgastar a imagem de uma instituição que tem 180 anos de história por algum problema de algum membro”, disse.
O presidente destacou ainda que a ALMT já vinha discutindo mecanismos de maior controle sobre o repasse de emendas parlamentares.
Segundo ele, há cerca de quatro ou cinco meses foi realizada uma reunião com representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Ministério Público, Controladoria-Geral do Estado (CGE) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para alinhar medidas de fiscalização e transparência.
“A Assembleia já vem há algum tempo preocupada com esse assunto, procurando órgãos de controle para trabalhar uma iniciativa que venha dar mais transparência e condição da população acompanhar esse recurso”, afirmou.
Sobre a Operação Emenda Oculta, Russi afirmou que a Assembleia não pretende participar das investigações.
“Não temos interesse de estar participando ou envolvidos nesse processo. Nós confiamos muito nas instituições e vamos deixar a cargo deles fazerem a investigação”, pontuou.
A Operação Emenda Oculta, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso, investiga suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas a entidades do terceiro setor.
De acordo com as investigações, Elizeu Nascimento e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), irmão do deputado, aparecem ligados ao envio de pelo menos R$ 7,09 milhões para institutos investigados.
Do total, R$ 5.968.180,00 são referentes a emendas estaduais indicadas por Elizeu para a Associação Sócio Cultural e Turística de Mato Grosso e para o Instituto Social Mato-Grossense (Ismat).
Já Cezinha aparece vinculado a R$ 1.128.138,10 em emendas municipais destinadas ao Instituto Brasil Central (Ibrace), voltadas a projetos esportivos em Cuiabá.
Segundo a investigação, parte dos recursos repassados aos institutos teria sido posteriormente direcionada a empresas de eventos, com suspeita de retorno de valores aos irmãos Nascimento.
O caso é tratado como desdobramento da Operação Gorjeta, que investiga supostas irregularidades em emendas destinadas a eventos esportivos na Capital.
Elizeu Nascimento não foi condenado e segue tendo direito à ampla defesa durante o andamento das investigações.


























