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NEGÓCIOS E INVESTIGAÇÃO

Negócio imobiliário ligado a Ratinho teve participação de irmãos de Dias Toffoli

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Dois irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli integraram o quadro societário de um segundo resort da rede Tayayá, instalado no município de São Pedro, na divisa entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. O empreendimento, batizado de Tayayá Porto Rico, teve participação do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e do padre José Carlos Dias Toffoli, segundo revelou reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com documentos societários citados na publicação, os irmãos do ministro detiveram 18% de participação formal no resort entre 2021 e 2025, período em que o projeto foi desenvolvido. As cotas foram vendidas em fevereiro do ano passado, antes da conclusão das obras.

O Tayayá Porto Rico foi concebido como um empreendimento de alto padrão, com 240 apartamentos e cerca de 300 casas, algumas com metragem superior a 300 metros quadrados. Embora ainda não esteja finalizado, o projeto é descrito como mais sofisticado do que o primeiro resort da rede, localizado em Ribeirão Claro (PR), do qual os irmãos Toffoli também chegaram a ser sócios.

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Durante a fase de implantação, o resort ganhou projeção pública com eventos de grande porte. Em uma das celebrações de lançamento de etapas da obra, o local recebeu mais de 1,5 mil convidados, em uma festa que contou com show do cantor Seu Jorge, reforçando o perfil de luxo do empreendimento.

Apesar de o Tayayá Porto Rico ser divulgado como uma parceria entre o empresário do setor imobiliário Patrick Ferro e o apresentador do SBT, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, os registros societários apontam a participação direta dos irmãos de Toffoli no negócio. Procurado, Ratinho não se manifestou até a publicação da reportagem.

José Eugênio Dias Toffoli afirmou, em nota, que “todas as informações se encontram devidamente declaradas pela empresa Maridt em suas declarações anuais para a Receita Federal do Brasil”. Já José Carlos Dias Toffoli respondeu de forma sucinta ao ser questionado: “Até logo, passar bem. Vocês estão extrapolando”.

A atuação dos irmãos no setor hoteleiro aparece no contexto das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, metade da participação dos irmãos no resort de Ribeirão Claro, avaliada em R$ 6,6 milhões, foi negociada com fundos controlados pelo pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

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As movimentações financeiras envolvendo Vorcaro são analisadas em paralelo ao núcleo principal da investigação. Conforme a Polícia Federal, as supostas fraudes atribuídas ao Banco Master podem alcançar R$ 17 bilhões, relacionadas à emissão e negociação de títulos de crédito considerados falsos pelas autoridades.

No âmbito da operação, o próprio ministro Dias Toffoli, na condição de relator de desdobramentos do caso no STF, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas. A decisão também determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens pertencentes a 38 alvos da investigação.

As apurações seguem em andamento e envolvem a análise minuciosa de relações societárias, fluxos financeiros e possíveis conexões entre empreendimentos privados e recursos sob suspeita, no contexto das investigações que cercam o Banco Master.

Brasil 247

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