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CRISE INTERNACIONAL

Presidente do Parlamento iraniano afirma que bases e interesses norte-americanos seriam alvos; manifestações continuam apesar da repressão

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país irá reagir de forma contundente caso os Estados Unidos realizem qualquer tipo de intervenção militar em território iraniano.

A declaração foi feita durante uma sessão legislativa e ocorre em meio ao agravamento da crise política interna e ao aumento da tensão com Washington.

Segundo Ghalibaf, uma eventual ação norte-americana teria como consequência ataques a alvos considerados estratégicos.

Ele destacou que bases militares, portos e territórios sob influência dos Estados Unidos seriam tratados como objetivos legítimos pelo Irã, caso o país seja atacado.

As declarações ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar neste sábado (10/1) que o governo norte-americano estaria “pronto para ajudar” o povo iraniano, em referência às manifestações que se espalham pelo país.

Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que o Irã estaria “olhando para a liberdade como nunca antes”, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.

Os protestos seguem ocorrendo em diversas regiões iranianas, mesmo diante do reforço da repressão por parte das forças de segurança.

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De acordo com a organização iraniana de direitos humanos Hrana, ao menos 65 pessoas morreram desde o início das manifestações, sendo 50 manifestantes e 15 integrantes das forças de segurança. O número de detidos já ultrapassa 2,3 mil.

Um dia antes das declarações mais recentes, Trump havia afirmado que o Irã enfrentava “sérios problemas” e voltou a mencionar a possibilidade de autorizar ações militares.

O regime iraniano sinaliza que a repressão pode ser ainda mais dura. A Guarda Revolucionária, força de elite do país, classifica os protestos como atos de “terrorismo” e afirma que a proteção de prédios públicos é uma “linha vermelha”.

A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado na cidade de Karaj, a oeste de Teerã, atribuindo o ato aos manifestantes.

A televisão estatal também exibiu imagens de funerais de agentes de segurança mortos durante confrontos em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan.

Já um vídeo divulgado pelo grupo oposicionista Organização Mujahideen do Povo (MEK) mostra centenas de pessoas reunidas na praça Heravi, na capital iraniana. No entanto, apagões de internet dificultam a verificação da real dimensão dos atos.

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As manifestações tiveram início em 28 de dezembro, motivadas inicialmente pelo aumento da inflação, mas rapidamente ganharam caráter político, com críticas diretas ao regime clerical.

As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de estimularem os protestos.

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