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Oriente Médio em convulsão

EUA x Irã: Do acordo fracassado às ameaças de retomada da guerra

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A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar após o fracasso das negociações de cessar-fogo realizadas em Islamabad. Diante do impasse, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que iniciará, a partir desta segunda-feira (13), o bloqueio de todos os portos iranianos.

Segundo o comunicado, a ação será ampla e atingirá embarcações de qualquer nacionalidade que tentarem entrar ou sair das áreas costeiras do Irã, incluindo portos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Na prática, a medida representa o bloqueio total do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o comércio global de petróleo.

O anúncio reforça a declaração do presidente Donald Trump, que já havia sinalizado, em sua rede Truth Social, que a Marinha norte-americana assumiria o controle da navegação na região. Em tom duro, Trump afirmou que qualquer ação hostil por parte do Irã será respondida com força.

Teerã reagiu imediatamente, classificando as ameaças como “ridículas”. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, declarou que o país não cederá a pressões externas. “Se houver confronto, responderemos; se houver diálogo, dialogaremos”, afirmou.

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A tensão também foi reforçada por um comunicado da Guarda Revolucionária iraniana, que alertou para consequências graves em caso de qualquer tentativa de intervenção no Estreito de Ormuz, descrevendo possíveis ações como “redemoinhos mortais” para forças adversárias.

Especialistas avaliam que o cenário é de alto risco. Para o professor Roberto Goulart Menezes, os Estados Unidos já vinham ampliando sua presença militar na região e agora podem avançar para um controle mais amplo do estreito, reduzindo a influência iraniana sobre a área.

A ex-embaixadora paquistanesa Maleeha Lodhi alertou que o bloqueio pode levar o conflito a um nível perigoso, inclusive colocando em risco tropas norte-americanas próximas à costa iraniana.

Já a analista Emma Salisbury destacou que, apesar da retórica agressiva, o foco ainda deve permanecer nas negociações. Segundo ela, a interrupção da navegação pode servir como instrumento de pressão, mas também abre margem para ataques com mísseis e drones contra forças americanas.

Para Meir Litvak, o movimento de Trump reflete frustração diante da dificuldade em atingir objetivos estratégicos na região. Ele avalia que o controle do Estreito de Ormuz segue como principal ponto de disputa, com potencial impacto direto na economia mundial.

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Diante do impasse, analistas apontam que a retomada segura da navegação no estreito dependerá de um eventual acordo diplomático — cenário que, por ora, parece distante.

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