O depoimento do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, previsto para ocorrer na tarde desta segunda-feira (1º), foi adiado pela Polícia Federal, que ainda não divulgou nova data para a oitiva.
A remarcação acrescenta mais um capítulo à longa e conturbada investigação da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraude de R$ 12 bilhões envolvendo a compra de carteiras de crédito forjadas do Banco Master pelo BRB.
Paulo Henrique, afastado judicialmente do cargo por 60 dias, é considerado peça-chave para esclarecer como operações de tamanha magnitude passaram pelos sistemas de controle interno do banco público sem serem barradas.
Em nota, ele tenta se colocar como colaborador, afirmando que o BRB identificou “divergências documentais” nas operações e que comunicou o Banco Central, providenciando a substituição das carteiras.
O ex-gestor estava nos Estados Unidos fazendo um curso no momento em que a PF deflagrou a operação, em 18 de novembro.
De volta ao Brasil, entregou seus aparelhos eletrônicos à PF, mas isso não afastou dúvidas sobre o papel da antiga diretoria na autorização e condução das operações com o Banco Master.
Além de Paulo Henrique, também foi afastado o então diretor jurídico do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior, ambos por determinação da 10ª Vara Federal de Brasília, responsável por autorizar a operação policial.
Na última sexta-feira (28), Nelson Souza, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, assumiu o comando do BRB.


























