O casal de empresários Mara Kenia Lucas e Flávio Henrique Lucas foi condenado a 21 anos de prisão cada por chefiar uma organização criminosa responsável pela distribuição de cocaína em diversos estados. A decisão, tomada pela Justiça de Barra do Garças, foi mantida na última semana pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A irmã de Flávio, Thaisa Lucas, recebeu pena de 18 anos, enquanto outros integrantes também foram condenados: Thiago de Oliveira (17 anos), John Carlos Lemos da Silva, Tomaz Camilo Vieira Guimarães e Kelvin Diego Minott Egu (4 anos e 10 meses cada). Já Pedro Benício Rodrigues de Sá foi absolvido.
As investigações revelaram que o grupo mantinha uma estrutura organizada, que incluía aluguel de veículos, uso de oficinas para instalar compartimentos secretos e logística de transporte típica de uma empresa formal. Foram apreendidos mais de 148 quilos de cocaína ao longo da apuração.
Segundo o juiz Douglas Bernardos Romão, responsável pela sentença, a quadrilha operava com funções bem definidas: desde a captação de veículos até a entrega das drogas. O magistrado destacou a sofisticação e a divisão de tarefas como prova do caráter empresarial do crime.
Mara, além de empresária, também atuava como cirurgiã-dentista. Ela e o marido foram apontados como os principais articuladores do esquema, responsáveis por organizar viagens e gerenciar os lucros obtidos com o tráfico.
O caso ganhou força após a prisão em flagrante, em agosto de 2023, de um transportador que carregava 40 quilos de drogas escondidos em um veículo com fundo falso. A partir dali, a Operação Escadotes, deflagrada em maio de 2024, desmantelou a rede.
Na semana passada, a Quinta Turma do STJ rejeitou o pedido de habeas corpus da defesa de Mara, mantendo a prisão dela e de Flávio. Com isso, os empresários seguem presos em regime fechado.





























