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FIEMS NAS MANCHETES

‘Graves indícios’: deputado Catan pede investigação da Polícia Federal sobre a Fiems

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O repasse de R$ 7 milhões à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), articulado pelo ex-secretário Jaime Verruck, desencadeou uma nova onda de críticas no meio político e acendeu um alerta sobre a condução da entidade presidida por Sérgio Longen.

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) afirmou que há “graves indícios” envolvendo o repasse e anunciou que pretende acionar órgãos como a Polícia Federal, o Tribunal Regional Eleitoral e a Procuradoria-Geral da República para investigar o caso. A iniciativa amplia a pressão institucional sobre a Fiems e, principalmente, sobre a gestão de Longen, já alvo de questionamentos anteriores.

Na Assembleia Legislativa, parlamentares da oposição também reagiram. Zeca do PT e Pedro Kemp articulam requerimentos para obrigar o Governo do Estado a detalhar o destino dos recursos. A cobrança por transparência pode evoluir para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), caso as respostas não sejam consideradas satisfatórias.

Gestão sob desgaste

O novo episódio agrava o desgaste da presidência de Sérgio Longen à frente da Fiems. Mesmo diante de um histórico de investigações, bloqueio de bens e contratos sob suspeita, o dirigente permanece no comando da entidade, o que tem alimentado críticas sobre falta de renovação e fragilidade nos mecanismos de governança.

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Nos bastidores políticos, a avaliação é de que a repetição de situações envolvendo recursos públicos sem clareza reforça a percepção de uma estrutura pouco transparente. Para críticos, a gestão Longen se distancia do discurso institucional de responsabilidade e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que acumula episódios que levantam dúvidas sobre controle e prestação de contas.

Falta de transparência e risco institucional

Parlamentares apontam que o convênio milionário carece de informações básicas, como metas, indicadores de desempenho e critérios de fiscalização. A ausência desses elementos, segundo eles, abre espaço para questionamentos sobre a efetividade do uso dos recursos.

A crítica central recai sobre o que vem sendo classificado como “caixa-preta”: dinheiro público sendo direcionado sem transparência suficiente e sem garantias claras de retorno à sociedade. Esse cenário, na avaliação de deputados, compromete não apenas a credibilidade da Fiems, mas também a confiança em instituições que deveriam atuar com rigor na gestão de recursos.

Pressão crescente

O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, com a formalização de pedidos de investigação e a apresentação de requerimentos no Legislativo. Caso as explicações não atendam às expectativas, a possibilidade de uma CPI passa a ser considerada como instrumento de aprofundamento das apurações.

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Enquanto isso, cresce a pressão para que a gestão de Sérgio Longen apresente respostas concretas e detalhadas. Sem isso, o episódio tende a consolidar uma crise de credibilidade que já se arrasta e que, agora, ganha contornos ainda mais críticos no cenário político estadual.

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