Faltando pouco mais de quatro meses para o término do primeiro turno das eleições gerais, 4 de outubro, o senador, Wellington Fagundes (PL), mantém-se como franco favorito para comandar o Palácio Paiaguas, a partir de 1º de janeiro de 2027. Levantamento da Percent, contratada pela TV Cuiabá, canal 11.1, aponta o senador liberal com 29% das intenções de voto.
O também senador, Jayme Campos (União), que já governou Mato Grosso na década de 90, está consolidado no processo eleitoral. Ele obteve 20,7% de preferência popular na modalidade estimulada. Inclusive, Campos é até agora o nome que mais se aproxima de Wellington em cenários de segundo turno.

Já o atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), defensor da continuidade da gestão liderada pelo ex-chefe do Executivo, Mauro Mendes (União), alcançou 13,2% das citações. Pivetta está há mais de um mês no cargo, mas ainda não conseguiu traduzir a força da máquina estatal em apoio popular.
A médica Natasha Slhessarenko (PSD), representante do atual presidente Lula (PT) no estado, performou relativamente bem, com 7%. Quando é separado o recorte das intenções de voto apenas na Baixada Cuiabana, Natasha cresce muito, se aproximando de Jayme. Por falta de conhecimento, Slhessarenko perde capilaridade no interior.
O empresário da construção civil, Marcelo Maluf (PSDB), apesar de nunca ter concorrido a um cargo eletivo, beliscou 4% no campo quantitativo, número que o credencia a sentar-se à mesa de negociações.

No cenário espontâneo, quando não é apresentado nomes aos entrevistados, Fagundes e Campos estão empatados tecnicamente com 9% e 7%, respectivamente. Pivetta, mais uma vez, ocupa a terceira posição com 4,7%.

Análise
“Os senadores Wellington e Jayme, juntos, somam mais de 50% das intenções de votos brutos, o que escancara uma enorme força eleitoral. Unidos, eles podem encerrar a eleição em primeiro turno. O atual governador, Otaviano Pivetta, encontra acentuada dificuldade para se deslanchar em dois segmentos: mulheres, apenas 30% das entrevistadas votam nele, e o funcionalismo público. E mais: os eleitores desejam que o Pivetta fale mais dele próprio, do futuro. O governo anterior, que ele tanto defende, já faz parte do passado”, revelou Ronye Steffan, sócio da Percent.
Rejeição
Em se tratando de rejeição, Jayme tem a maior delas: 8,2%, número baixo em se tratando de um político que está há mais de 40 anos na vida pública. Wellington e Pivetta possuem baixa recusa: 5,6% e 4,9%, respectivamente.

Metodologia
A pesquisa ouviu de forma presencial 1.200 pessoas entre os dias 30 de abril e 3 de maio. A margem de erro é estimada em 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos. A fonte de dados seguiu rigorosamente parâmetros do IBGE – Censo 2022, PNAD – 2025 e TSE – 2026. Com intervalo de confiança de 95%, a quantitativa foi devidamente registrada junto à justiça eleitoral sob os números BR-00726/2026 e MT 06232/2026.


























