O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou que continua contando com o apoio dos 12 vereadores que garantiram sua vitória na eleição da Mesa Diretora realizada em maio. O parlamentar também negou envolvimento em qualquer esquema de compra de votos e disse que pretende aguardar o desfecho de recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) antes de convocar uma nova votação.
A eleição ocorreu em 14 de maio e terminou com a chapa de Wanderley vencendo por 12 votos a 11 o grupo encabeçado pelo vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL). Posteriormente, o ministro Dias Toffoli anulou o resultado e determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reavalie o caso conforme o entendimento firmado pelo STF.
Mesmo com a anulação, Wanderley sustenta que o grupo permanece unido. “Nós continuamos com os 12, 11 comigo, 12”, afirmou. Questionado se acredita em uma nova vitória, respondeu que sim e disse existir um compromisso entre os parlamentares que integraram sua chapa.
Negativa sobre compra de votos
Ao comentar as suspeitas de que teria havido circulação de dinheiro durante as articulações para a Mesa, Wanderley negou qualquer participação. “Se teve compra de voto, não foi do meu lado”, declarou.
O presidente também afastou qualquer relação com um vídeo que mostra o vereador Rogerinho da Dakar (PSDB) manuseando dinheiro em espécie. Segundo Wanderley, Rogerinho já havia deixado seu grupo político antes da disputa seguinte pela presidência.
O caso envolvendo o vídeo foi encaminhado à Comissão de Ética da Câmara, após recomendação do Ministério Público Estadual. Wanderley confirmou que recebeu o material e fez o encaminhamento para análise do colegiado.
Apoios que mudaram durante a articulação
Wanderley também relatou que alguns vereadores que inicialmente haviam declarado apoio à sua candidatura posteriormente passaram para o grupo adversário. Entre os nomes citados por ele está Caio Cordeiro (Novo), que, segundo o presidente, teria assinado uma declaração de apoio antes de mudar de posição.
Na avaliação de Wanderley, a mudança ocorreu após a entrada de outras lideranças políticas nas articulações. Ele citou a prefeita Flávia Moretti, o marido dela, o vereador Fidelis e Lucas do Chapéu do Sol.
O presidente usou essas mudanças para contestar as suspeitas de compra de votos. Na versão apresentada por ele, se tivesse oferecido dinheiro aos vereadores, os apoios não teriam mudado ao longo da disputa.
“Eu não sou ladrão”
Ao falar sobre as negociações por espaços dentro do Legislativo, Wanderley afirmou que reconhece ter participado de articulações políticas e distribuído funções na estrutura da Câmara, mas negou que tenha utilizado recursos ilícitos para garantir apoio.
“Eu não sou ladrão, eu não vou roubar para dar para ninguém. Eu faço o que eu posso”, declarou.
Enquanto a disputa judicial continua, a Câmara foi notificada para realizar uma nova eleição da Mesa para o biênio 2027/2028. Lucas do Chapéu do Sol defende que a votação ocorra já nesta quinta-feira (1º) ou sexta-feira (2), enquanto Wanderley afirma que aguardará a análise do recurso no STF.





















