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ELEIÇÕES 2026

Restrição do STF coloca vice de Pivetta em xeque e Fábio Garcia pode voltar à disputa pela Câmara

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A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a proibição de contato entre investigados pode provocar uma reviravolta na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. O deputado federal Fábio Garcia (União), escolhido para ocupar a vaga de vice, voltou a ser colocado diante da possibilidade de disputar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A cautelar não impede Mauro Mendes ou Fábio Garcia de disputar as eleições e também não proíbe uma eventual aliança entre os partidos. O problema está na determinação de que os investigados não mantenham contato, o que pode dificultar a realização de uma campanha conjunta.

Na prática, a restrição pode atingir atividades comuns de uma eleição majoritária, como reuniões políticas, gravações de material eleitoral, entrevistas, viagens, encontros partidários e atos públicos com participação dos integrantes da mesma chapa.

Mauro Mendes, candidato ao Senado, foi um dos principais articuladores para que Fábio deixasse o projeto de reeleição para a Câmara e aceitasse compor como vice de Pivetta. Antes da definição, o deputado federal tinha como prioridade permanecer no Congresso, mas acabou sendo escolhido para integrar a chapa governista.

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Com a decisão judicial, entretanto, o cenário voltou a ser discutido dentro do grupo. A possibilidade de Fábio retornar à disputa proporcional ganhou força justamente diante da dificuldade de conciliar a determinação do STF com a rotina de uma campanha majoritária.

A decisão de Flávio Dino também alcança Virginia Mendes, esposa de Mauro e pré-candidata à Câmara dos Deputados. No caso do casal, o ministro estabeleceu exceção apenas para comunicações consideradas estritamente familiares. Entre Mauro e Fábio, porém, não há essa ressalva.

Apesar das limitações, a decisão judicial não determina a saída de Fábio da chapa e nem impede que ele seja candidato a vice. Uma eventual mudança dependerá de uma definição política do grupo liderado por Pivetta e dos partidos aliados.

A situação ocorre em um momento de intensas articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de outubro. Caso Fábio opte pela Câmara, o grupo governista terá de buscar outro nome para ocupar a vice de Pivetta.

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