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R$ 316 MILHÕES

Aeronaves, imóveis e embarcações; veja lista de bens bloqueados na Operação Heritage

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A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Heritage, também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores de 84 pessoas físicas e jurídicas investigadas. A medida patrimonial alcança até R$ 316 milhões e tem como finalidade assegurar eventual ressarcimento ao erário caso as suspeitas apuradas pela Polícia Federal sejam confirmadas ao longo da investigação.

O bloqueio foi decretado de forma solidária, ou seja, o valor poderá ser exigido de qualquer um dos investigados até o limite estabelecido na decisão.

Além das buscas e apreensões realizadas nesta quinta-feira (6), a decisão detalha que a indisponibilidade patrimonial alcança contas bancárias, aplicações financeiras, cotas de fundos de investimento, participações societárias, imóveis, veículos, aeronaves e embarcações.

BENS ATINGIDOS

Segundo a decisão do STF, a constrição patrimonial abrange:

– saldos em contas bancárias e aplicações financeiras;

– cotas de fundos de investimento;

– ações e participações societárias;

– imóveis urbanos e rurais;

– veículos automotores;

– aeronaves;

– embarcações;

– direitos creditórios e outros ativos financeiros.

A ordem também determina o bloqueio de participações em empresas dos setores de energia, hotelaria, agronegócio e outros ramos econômicos citados na investigação.

QUEM TEVE BENS BLOQUEADOS

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Entre os investigados alcançados pela medida cautelar estão:

– o ex-governador Mauro Mendes Ferreira;

– o deputado federal Fábio Paulino Garcia;

– o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Ricardo Gomes de Almeida;

– o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Ulisses Rabaneda dos Santos;

– familiares dos principais investigados;

– operadores financeiros;

– empresas e fundos de investimento apontados na investigação.

Ao todo, a decisão relaciona 84 pessoas físicas e jurídicas.

FUNDO DE INVESTIMENTO COM CONTAS CONGELADAS

Além do bloqueio patrimonial, o ministro Flávio Dino determinou o congelamento das contas bancárias e a suspensão das atividades econômicas e financeiras de 18 fundos de investimento apontados na investigação.

Entre eles estão:

– Royal Capital FIDC;

– Lotte Word FIDC;

– Golden Bird FIDC;

– Zurich FIM CP;

– London FIP;

– Coliseu FIC FIDC;

– GS Heritage FIP;

– Venture Finance FIDC;

– Silver Bird FIDC;

– Rhodes FIDC;

– RAT FIDC;

– Evimeria FIM CP;

– Geonix 95 FIM;

– Geonix FIM CP;

– 5M Capital FIP.

Segundo a decisão, os fundos serão comunicados oficialmente para impedir novas movimentações financeiras enquanto perdurarem as medidas cautelares.

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RELEMBRE O CASO OI

A investigação da Operação Heritage tem origem em um acordo firmado em 2024 entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi para encerrar uma disputa tributária iniciada em 2009. Após decisões judiciais envolvendo a cobrança de ICMS, o Estado reconheceu o direito da empresa à restituição de valores e firmou um termo de autocomposição que resultou no pagamento de R$ 308 milhões.

Segundo a Polícia Federal, parte desses recursos teria sido desviada por meio de uma estrutura composta por fundos de investimento e pessoas jurídicas, utilizada para ocultar a origem e a destinação do dinheiro. A investigação apura, em tese, crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

A Operação Heritage foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre os investigados. Até o momento, não há condenações, e os fatos seguem sob investigação da Polícia Federal.

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