O senador Jayme Campos (União) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes, que afirmou que adversários políticos poderiam ter influenciado a Operação Heritage, da Polícia Federal. Jayme negou qualquer participação na deflagração da investigação e elevou o tom ao falar sobre informações que, segundo ele, possui.
“Se eu for abrir o bico aqui, se eu falar tudo o que eu sei, acabou Mato Grosso. Não sobra cadeia pra tanta gente. Vão ter que buscar novos presídios”, afirmou o senador.
Jayme também negou que utilize denúncias como instrumento de disputa política. Ele citou, como exemplo, uma representação feita em conjunto com os senadores Carlos Fávaro e Wellington Fagundes para pedir ao ministro André Mendonça a apuração de possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados de servidores públicos.
Segundo Jayme, servidores teriam relatado situações em que, mesmo após quitarem valores superiores aos contratados inicialmente, ainda permaneceriam com dívidas elevadas. “Isso me deixa indignado que os servidores públicos de Mato Grosso tenham sido roubados à luz do dia”, declarou.
Ao comentar a possibilidade de adversários terem motivado a Operação Heritage, o senador classificou a afirmação como “desespero de causa” e voltou a negar qualquer relação com a investigação. Em seguida, mencionou contratos relacionados à concessão de rodovias estaduais e defendeu que também sejam analisados.
A Operação Heritage apura suspeitas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos, além de possíveis relações entre empresas, fundos e pessoas envolvidas no negócio.
Mauro Mendes nega irregularidades no acordo e afirmou que a operação teria sido utilizada politicamente para prejudicar sua candidatura ao Senado. Jayme, que rompeu politicamente com o ex-governador após a definição do candidato do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, sustenta que sua posição é pela investigação dos fatos e nega que suas declarações tenham motivação eleitoral.
Com informações do Esportes e Notícias






















