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A PF não sabe, mas eu sei de tudo

Se Pivetta bancar investigação contra o próprio governo, poderá sair preso

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A proposta de Otaviano Pivetta de criar uma CPI para investigar a saúde e outras áreas do Governo de Mato Grosso coloca o próprio vice-governador no centro do debate político. Pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Pivetta integrou a gestão Mauro Mendes desde o início e agora passa a defender uma apuração sobre setores que estiveram sob a administração do grupo político do qual ele também fez parte.

O movimento levanta uma pergunta inevitável: até que ponto Pivetta acompanhou as decisões tomadas dentro do governo enquanto ocupava o cargo de vice-governador? A tentativa de assumir o discurso de fiscalização poderá ser confrontada justamente com o período em que esteve ao lado de Mendes, participando da estrutura política e administrativa do Executivo estadual.

Denúncias encaminhadas à redação do Brasil Notícias Popular MT1 apontam questionamentos sobre contratos, despesas e decisões envolvendo a saúde e outras secretarias. Entre os relatos está a afirmação de que valores superiores a R$ 2 bilhões teriam sido movimentados ou comprometidos em operações que precisam ser rigorosamente examinadas. As informações são tratadas como denúncias e dependem de comprovação documental e investigação pelos órgãos competentes.

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O nome do ex-secretário de Saúde Gilberto Figueiredo também aparece entre os pontos que deverão ser esclarecidos. Além da saúde, os questionamentos citam áreas como Fazenda, Educação e Obras, ampliando o alcance político das cobranças. Caso existam indícios concretos de irregularidades, caberá às instituições responsáveis — incluindo Ministério Público, tribunais de contas e Polícia Federal, quando houver competência — identificar quem tomou as decisões e quem eventualmente tinha conhecimento dos fatos.

A CPI, portanto, pode acabar produzindo um efeito político maior do que o pretendido por Pivetta. Ao defender uma devassa na própria administração da qual foi vice-governador, ele também terá de responder sobre o que sabia, o que acompanhou e quais medidas tomou diante de eventuais problemas. Mais do que um instrumento contra adversários, a investigação poderá se transformar em um teste de coerência para quem pretende governar Mato Grosso.

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