Caroline de Toni (PL-SC) continuará como líder da minoria na Câmara dos Deputados. A permanência ocorre após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrar a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o posto.
Na semana passada, a deputada havia anunciado que abriria mão da função para dar espaço ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oposição via na manobra uma forma de proteger Eduardo, já que líderes não precisam justificar ausências.
Tentativa de mudança fracassa
Apesar da renúncia comunicada por Caroline, seu nome nunca deixou de constar como líder da minoria no site oficial da Câmara. Com o veto de Motta, ela mantém o comando do grupo, a menos que a oposição apresente outra indicação.
O movimento frustrado tinha como pano de fundo a situação de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde o início do ano. O deputado chegou a pedir afastamento de 120 dias por “interesses pessoais” e, em outra ocasião, dois dias para “tratamento de saúde”.
No entanto, desde 20 de julho, o parlamentar passou a acumular faltas. Segundo o regimento, um deputado não pode faltar a mais de um terço das sessões do plenário sem justificativa, sob risco de perder o mandato.
Pressão aumenta sobre Eduardo
A decisão da presidência da Câmara enfraquece a estratégia da oposição para blindar o deputado. Sem a proteção do cargo de líder, Eduardo continua exposto às regras de frequência e pode enfrentar penalidades.





























