A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a segunda fase da Operação Monopólio, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa armada envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no Distrito Federal e em outros dois estados. As ações se concentraram principalmente na região da Estrutural, além de pontos em Ceilândia, Aparecida de Goiânia e São Paulo. A operação contou com apoio das polícias civis de Goiás e São Paulo.
De acordo com as investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), 19 pessoas são alvo de indiciamento nesta fase, suspeitas de integrar a organização criminosa, além de participação direta no tráfico de entorpecentes e na lavagem de dinheiro.
Na etapa anterior da operação, outras nove pessoas já haviam sido denunciadas pelos mesmos crimes. O apontado como líder do grupo também responde por lavagem de dinheiro e é considerado peça central no esquema.
As apurações indicam que a organização movimentou mais de R$ 60 milhões nos últimos quatro anos. Somente o líder teria sido responsável por transações superiores a R$ 12 milhões. Uma das empresas utilizadas para dar aparência legal aos valores ilícitos registrou mais de R$ 14 milhões em movimentações financeiras.
Segundo a polícia, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de empresas para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico.
Os investigados podem responder por organização criminosa, com penas de 3 a 8 anos de prisão; tráfico de drogas, com penas que variam de 5 a 15 anos; e lavagem de dinheiro, cuja punição pode chegar a 10 anos de reclusão.





























