O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, participará nesta terça-feira (9) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para discutir o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Sua presença foi confirmada após a forte crítica recebida por não comparecer à primeira audiência sobre o tema, realizada em novembro.
O evento tem como objetivo permitir que a população, entidades e setores organizados apresentem sugestões e cobrem prioridades na destinação dos recursos públicos. O deputado Lúdio Cabral (PT) destacou a importância da audiência, afirmando que este é o momento em que a sociedade pode influenciar diretamente na alocação dos investimentos. “A LOA define quanto cada área do governo receberá”, ressaltou.
A ausência de Gallo na reunião de novembro gerou um clima de tensão política. O deputado Eduardo Botelho (União) acusou o secretário de desrespeitar o Legislativo e chegou a ameaçar a suspensão de futuras audiências caso o episódio se repetisse. O presidente da ALMT, Max Russi (PSB), também se manifestou, cobrando a presença do secretário, principalmente em um momento em que há questionamentos sobre a subestimação das receitas no orçamento enviado pelo Executivo. A defesa de Gallo foi feita pelo chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e pelo governador Mauro Mendes (União), que ressaltaram o compromisso contínuo de Gallo com a Assembleia.
O deputado Lúdio Cabral voltou a destacar que a subestimação das receitas no orçamento tem sido uma prática recorrente nos projetos anteriores. Para ele, essa estratégia amplia a margem de manobra do Executivo para gerir recursos sem o devido controle do Parlamento. “Quando a arrecadação real é superior à prevista, o governo fica com liberdade para remanejar valores sem a aprovação da LOA, o que prejudica a fiscalização do Legislativo”, explicou.
O deputado Wilson Santos (PSD) também reforçou a importância da audiência, considerando-a o principal evento fiscal do ano. Segundo ele, a presença de Gallo é essencial para esclarecer as dúvidas sobre a execução do orçamento e garantir maior transparência na gestão pública.
A expectativa é de que, durante a audiência, o secretário de Fazenda preste esclarecimentos sobre os valores realmente disponíveis para 2026, além de garantir um debate mais transparente e eficiente sobre o uso dos recursos públicos no próximo ano.





























