A indicação de Valéria Aparecida Nogueira para comandar a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande já começa cercada de questionamentos sobre a veracidade das informações apresentadas em seu currículo profissional.
Levantamento feito por veículos de imprensa locais aponta que, embora seja frequentemente apresentada como “advogada”, Valéria não possui registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil — requisito obrigatório para o exercício legal da profissão no país.
Na prática, isso significa que ela é bacharel em Direito, mas não pode atuar como advogada nem utilizar formalmente o título profissional em atividades oficiais. Ainda assim, o termo tem sido utilizado em materiais públicos e na divulgação de sua indicação ao cargo.
A situação levanta dúvidas sobre a precisão das informações divulgadas à população e reforça a necessidade de transparência na apresentação de qualificações por parte de gestores públicos, especialmente em áreas sensíveis como a saúde.
Apesar da inconsistência, Valéria também possui formação em enfermagem e trajetória na administração pública, com passagens por funções técnicas no Governo de Mato Grosso, incluindo atuação em regulação, auditoria e gestão hospitalar.
Ela foi anunciada como substituta da atual secretária de Saúde, Deise Bocallon, que deve deixar o cargo no fim de março, em meio a mais uma mudança no comando da pasta em Várzea Grande.
A legislação brasileira é clara ao estabelecer que apenas profissionais com inscrição ativa na OAB podem exercer a advocacia. O uso indevido do título pode, inclusive, gerar questionamentos jurídicos, dependendo do contexto em que é utilizado.
Até o momento, a Prefeitura de Várzea Grande não esclareceu a divergência nas informações divulgadas. A reportagem também tenta contato com a indicada para que se manifeste sobre o caso.
O espaço permanece aberto para posicionamento oficial.





























