A troca de comando no PSB de Mato Grosso foi comentada neste início de semana pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Às vésperas de deixar a sigla, o deputado afirmou que o partido será repassado ao ex-governador Pedro Taques em situação administrativa regularizada, com pendências financeiras controladas e estrutura organizada.
Em entrevista ao site Veja Bem MT, Russi disse que encontrou a legenda em dificuldades quando assumiu a presidência estadual, mas que, ao longo de sua gestão, promoveu ajustes nas contas e reduziu passivos acumulados. Segundo ele, restam apenas parcelamentos antigos, já formalizados, o que permitiria uma transição sem entraves.
O deputado avaliou a mudança na direção partidária como parte de um processo natural e afirmou que o PSB precisava de uma condução política mais definida no estado. De acordo com Russi, até então o partido não havia estruturado projetos eleitorais para 2026, como chapas para deputado estadual, deputado federal e Senado.
Questionado sobre o peso político da chegada de Pedro Taques, o parlamentar minimizou o impacto e ressaltou que a legenda precisava de alguém à frente da condução. Para ele, a principal demanda era a reorganização partidária, independentemente de quem assumisse a presidência estadual.
Russi também confirmou que deixará oficialmente o PSB durante a próxima janela partidária, prevista para março, quando a legislação permite a troca de partido sem perda de mandato. O destino já definido é o Podemos. Segundo ele, a decisão foi comunicada à cúpula do PSB ainda no ano passado e ocorre sem conflitos internos.
Pedro Taques já está filiado ao PSB e deve assumir o comando estadual da sigla, além de iniciar articulações para disputar o Senado em 2026. A movimentação faz parte de um redesenho do campo político no estado, que envolve partidos de centro e esquerda e já provocou reações em outras legendas, como o PSD.





























