- Alexandre Aprá
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O Superior Tribunal de Justiça recebeu uma investigação contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (União) pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, aberta inicialmente pelo Ministério Público de Rondônia.
A investigação foi aberta inicialmente em 2017 para apurar movimentações financeiras suspeitas com indícios de crimes financeiros realizados pelos sócios de AL Incorporações e Participações Ltda, que atualmente tem o nome de Sollo Construções.
A empresa pertence ao grupo empresarial da família de Mendes.
O inquérito de 2017 foi aberto a partir de um Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), relatando a ocorrência de operações bancárias atípicas, possivelmente relacionadas a práticas criminosas envolvendo sócios e procuradores da referida empresa.
No último dia 22 de agosto de 2025, a 3ª Promotoria de Vilhena enviou o caso ao STJ ao perceber a participação do governador de Mato Grosso nos supostos crimes.
“Ocorre que, dentre os sócios investigados, está MAURO MENDES FERREIRA, atual Governador do Estado de Mato Grosso, autoridade que, nos termos do art. 105, I, “a”, da Constituição Federal, possui foro por prerrogativa de função perante o Superior Tribunal de Justiça”, diz trecho da promoção de declínio do MP que enviou o caso ao STJ.

O inquérito foi enviado à Comarca de Cuiabá para processamento e julgamento. Isso porque as investigações mostraram que os supostos fatos criminosos foram realizados em Cuiabá e, por isso, devem ser julgados na capital mato-grossense.
O caso foi enviado à Cuiabá no dia 13 de outubro de 2025 por decisão da juíza Liliane Pegoraro Bilharva, da Comarca de Vilhena, que também avaliou que o caso não seria de foro por prerrogativa de função pois os fatos não teriam relação com o cargo de governador.
Segundo as investigações, os suspeitos realizavam movimentações financeiras em 2016 com o objetivo de ocultar origens.
Uma movimentação de R$ 1.079.828,00 foi o ponto de partida da investigações.
Entre as pessoas físicas e jurídicas citadas na investigação estão a primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, e os filhos do governador: Luis Antonio Taveira Mendes e a Ana Carolinne Taveira Mendes.
Até a Construtora Odebrecht é citada no relatório do Coaf.
No último dia 18 de novembro de 2025, a promotora Daniela Berigo Castor, do Núcleo de Defesa da Administração Pública e Ordem Tributária do Ministério Público de Mato Grosso, determinou o envio do inquérito à Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) de Cuiabá para finalizar o inquérito em 90 dias.






























