Wendel dos Santos Silva, 38 anos, acusado de matar a facadas a noiva Lediane Ferro da Silva, 43, em abril de 2023, enfrenta júri popular nesta quarta-feira (17) em Peixoto de Azevedo (MT). Ao chegar ao Fórum, o réu carregava uma bíblia nas mãos. O julgamento é presidido pelo juiz João Zibordi Lara.
O caso é tratado como feminicídio em contexto de violência doméstica. Lediane foi morta dentro de casa, na frente do filho adolescente e da filha do acusado. O crime ocorreu durante uma discussão, enquanto a vítima servia comida.
O filho de Lediane foi ouvido como informante e se emocionou ao relatar que a mãe conseguiu dizer apenas “morri” antes de cair. Ele contou que o réu ainda levantou a faca para ameaçá-lo e, em seguida, fugiu do local. O jovem disse também que as brigas entre o casal eram constantes e que, um dia antes do crime, presenciou uma discussão intensa.
Após a morte da mãe, o adolescente foi morar com a avó, em Sinop, e declarou não saber como será seu futuro. Ele relatou dificuldades emocionais e a sensação de abandono desde o crime.
De acordo com a investigação, Lediane foi golpeada diversas vezes em 15 de abril de 2023, na cozinha de sua residência. O crime foi cometido na frente dos filhos, que conseguiram correr para pedir ajuda.
O Ministério Público denunciou Wendel por feminicídio qualificado. A Justiça manteve sua prisão preventiva, destacando a frieza do ato, a brutalidade do crime e o risco de liberdade, já que o acusado ficou foragido por quatro dias após o assassinato.
O processo tramita na 2ª Vara de Peixoto de Azevedo desde abril de 2023, e a denúncia foi aceita em maio do mesmo ano. Caso condenado, Wendel poderá pegar pena superior a 20 anos de prisão.
O julgamento segue em andamento, com depoimentos de testemunhas e oitiva do réu.





























