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OPERAÇÃO EXCHANGE

Elo com PCC: PF mira grupo sancionado por EUA e prende “secretária”.

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. A ação tem como alvo investigados apontados como integrantes de um sofisticado esquema de movimentação financeira ilícita.

Entre os investigados estão pessoas que já foram sancionadas pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram anunciadas recentemente pelas autoridades norte-americanas.

Uma das pessoas presas durante a operação é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, de 34 anos. Conforme informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos, ela seria parente do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e atuaria como sua secretária.

Shimada é apontado como sócio de uma empresa investigada por suposto envolvimento em um esquema relacionado ao Corinthians e também figura como proprietário de empresas atingidas pelas sanções americanas, incluindo uma companhia sediada em Portugal. Segundo informações apuradas, ele não foi encontrado nos endereços vinculados ao seu nome e, até o momento, é considerado foragido.

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Em nota, a defesa do empresário informou que somente irá se manifestar após ter acesso aos autos da investigação e realizar uma análise técnica do caso.

Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e movimentar recursos por meio de transferências irregulares de criptoativos, transporte de grandes quantias em dinheiro, operações bancárias de alto valor e repasses financeiros entre pessoas físicas e jurídicas.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões, como forma de garantir eventual ressarcimento e impedir a continuidade das atividades criminosas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e por outros delitos que vierem a ser identificados ao longo das investigações.

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