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Autor, diagnosticado com esquizofrenia, continua foragido. Vizinhos em choque lamentam a tragédia ocorrida no bairro Aparecida Pedrossian na noite passada.

Varanda da casa onde ocorreu o crime, no bairro Aparecida Pedrossian. (Foto: Marcos Maluf).

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campograndenews.com.br/c...

Vídeo compartilhado pelo Coach motivacional e professor de dança que matou o pai a facadas.  (Foto: Reprodução/Instagram)

O professor de dança e coach motivacional suspeito de matar o próprio pai com golpes de faca na noite de quinta-feira (26/06), em Campo Grande, continua foragido. Diagnosticado com esquizofrenia, o homem usa redes sociais para inspirar seguidores — seu perfil mais popular, com cerca de 7 mil seguidores, mostrava vídeos motivacionais e aulas de dança. Em uma postagem marcante, dizia: “Pensamentos geram emoções, e emoções moldam suas ações” e afirmava que “quem dança, renasce a cada música. A dor se dissolve no giro”.

Na noite do crime, ele teria passado por um episódio psicótico. Conforme relatos de vizinhos e do boletim de ocorrência, durante uma discussão motivada por ameaças ao pai, identificado como Hugo Abel Heyn, de 69 anos, o suspeito de 35 anos teria pego uma faca, arrombado o quarto onde o pai estava trancado e desferido múltiplos golpes no tórax e nos braços.

Varanda da casa onde ocorreu o crime, no bairro Aparecida Pedrossian. (Foto: Marcos Maluf).

Mesmo depois da queda da vítima, o agressor continuou com chutes na cabeça. A mãe tentou intervir, mas foi impedida e saiu correndo em busca de socorro; ao retornar encontrou o marido já sem vida e o filho ausente.

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Câmeras de segurança de uma loja próxima registraram a mãe em desespero, seguido pelo filho, que apareceu caminhando calmamente pela rua e conversando com jovens, como se nada tivesse ocorrido. Um desses rapazes contou que tentou acalmar a mãe quando ela chegou pedindo ajuda — enquanto o suspeito “discutia com a mãe, fazia acusações contra o pai, mas parecia calmo”.

Vizinho do bairro Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian, descreveu surpresa com o crime: “Ele gostava de dançar, era calado, mas educado. Ninguém imaginava isso”. Uma colega que já participou das aulas reforçou: “Ele dançava muito, sempre muito paciente”.

Investigações iniciais indicam que o autor também havia perseguido uma ex-namorada em 2017, o que motivou um pedido de medida protetiva. Desde ontem a noite quando ocorreu o crime, o suspeito está sendo procurado pela Polícia Civil, mas ainda não foi capturado e permanece foragido.

O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sendo apurado para  averiguar o grau de surto, estado mental e possíveis antecedentes. A comunidade está em choque diante dos desdobramentos — um homem visto como inspirador pela dança e pela mente positiva teria, em questão de segundos,  matou o próprio pai.

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Autoridades reforçam que qualquer desordem mental não justifica a violência, e o acusado deverá responder pelo crime, passando por perícia psiquiátrica para definição de culpabilidade.

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