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JUSTIÇA

Justiça nega sigilo em ação de R$ 20 milhões contra instituto em MT

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A Justiça de Mato Grosso rejeitou o pedido do Instituto Gerir para que tramitasse em segredo de Justiça a ação civil pública que cobra R$ 20,07 milhões da organização social pela gestão do Hospital Regional de Rondonópolis “Irmã Elza Giovanella”.

A decisão foi tomada pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, e publicada nesta segunda-feira (24) no Diário da Justiça Eletrônico.

A ação foi apresentada pelo Governo de Mato Grosso e envolve R$ 20.076.202,66 relacionados à execução de dois contratos emergenciais firmados para a administração da unidade hospitalar, referentes aos anos de 2017 e 2018.

Instituto alegou existência de dados sigilosos

O Instituto Gerir solicitou que todo o processo fosse protegido por sigilo, sob o argumento de que os autos contêm documentos e informações considerados sensíveis.

Entre os materiais citados estão relatórios de compliance, comunicações privadas, contratos, documentos financeiros e fiscais, informações bancárias e dados pessoais de terceiros.

O magistrado, porém, avaliou que a existência desse tipo de informação não é suficiente para justificar a restrição de acesso ao processo inteiro.

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Segundo a decisão, caso algum documento específico esteja protegido por sigilo previsto em lei, a instituição poderá pedir a restrição de acesso individualmente, desde que apresente uma justificativa concreta.

Processo envolve dinheiro público

Para o juiz, a própria natureza da ação exige transparência, já que a discussão envolve a utilização de recursos públicos na administração de um hospital.

Além de negar o segredo de Justiça, o magistrado determinou a realização de uma perícia para analisar os valores questionados no processo.

O profissional Naor de Melo Franco foi nomeado para realizar o trabalho e deverá apresentar inicialmente a proposta de honorários. Após o início da perícia, terá prazo de 30 dias para entregar o laudo.

Os custos do procedimento serão pagos pelo Estado, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicado ao caso.

Depois da conclusão da perícia, o Governo de Mato Grosso e o Instituto Gerir terão 15 dias para apresentar manifestações e pareceres técnicos sobre o resultado.

R$ 20 milhões são cobrados na ação

A ação civil pública apura possíveis irregularidades na execução dos contratos utilizados para garantir a gestão emergencial do Hospital Regional de Rondonópolis.

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O Estado sustenta que determinados valores devem ser devolvidos aos cofres públicos e, por isso, busca judicialmente o ressarcimento de R$ 20,07 milhões.

A decisão sobre o mérito da cobrança dependerá da análise das provas e da perícia determinada pela Justiça.

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