O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite de domingo (16), em processo apresentado ao Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida envolve parte das empresas que integram o grupo e foi aprovada pelo Conselho de Administração, com o respaldo do acionista controlador.
O pedido ocorreu poucas horas depois de a varejista divulgar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, valor cerca de 18 vezes superior aos R$ 555 milhões negativos registrados no mesmo período do ano anterior.
Do total das perdas, aproximadamente R$ 9,1 bilhões estão relacionados a ajustes contábeis não recorrentes decorrentes do processo de redimensionamento da companhia. Segundo a empresa, esses efeitos não representaram saída de dinheiro do caixa.
Apesar do resultado negativo, a receita líquida apresentou alta de 1,6% e chegou perto de R$ 7 bilhões no trimestre.
Em comunicado ao mercado, a companhia atribuiu parte das dificuldades ao cenário econômico, marcado por juros elevados, menor oferta de crédito, redução do consumo e pressão sobre o capital de giro.
A situação também foi afetada pelo fracasso de uma tentativa de captação de recursos no exterior. De acordo com a empresa, o investidor que seria responsável por ancorar a operação desistiu do negócio.
Como parte da estratégia para reduzir custos e ajustar a estrutura, o grupo já fechou 298 lojas.
A recuperação judicial representa a segunda grande reestruturação financeira enfrentada pela Casas Bahia em apenas dois anos. Em 2024, a companhia havia recorrido a uma recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 4,07 bilhões em dívidas.



























