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PETISTA DECLARADA

Ministra que barrou púlpito vazio de Lula na Globo doou para Erika Hilton e Jean Wyllys

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A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela decisão que impediu a TV Globo de exibir um púlpito vazio para representar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um debate presidencial, já realizou doações financeiras para candidatos do PT e do PSOL. As informações foram confirmadas a partir de registros da Justiça Eleitoral.

A contribuição mais recente ocorreu em 2022, quando Estela destinou R$ 750 à campanha de Erika Hilton, então candidata do PSOL a deputada federal por São Paulo. Naquele pleito, Hilton foi eleita para a Câmara dos Deputados.

Quatro anos antes, em 2018, Estela havia doado R$ 1 mil para a campanha de Jean Wyllys, que naquele momento concorria à Câmara dos Deputados pelo PSOL do Rio de Janeiro. Wyllys deixou o mandato após a eleição de Jair Bolsonaro e posteriormente passou a morar na Europa. Em 2026, tenta retornar à Câmara, agora pelo PT de São Paulo.

Além das contribuições a candidatos do PSOL, Estela também doou R$ 800, em 2004, para a campanha de Nabil Bonduki, então candidato a vereador pelo PT em São Paulo. Bonduki não foi eleito naquele pleito e ficou como suplente.

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Vídeo em apoio a Lula

A atuação política de Estela também aparece em um episódio da eleição presidencial de 2022. Naquele ano, ela gravou um vídeo em que pediu votos para Lula, então candidato do PT à Presidência da República.

Após a vitória de Lula, Estela passou a ocupar funções no governo federal. Entre janeiro de 2023 e março de 2024, trabalhou no Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado à época por Flávio Dino, onde exerceu funções de assessora e secretária de Direitos Digitais.

Em setembro de 2024, tornou-se assessora especial da Presidência da República. No início de 2025, deixou o Palácio do Planalto e passou a atuar como assessora no gabinete da Presidência do TSE.

Indicada por Lula, Estela tomou posse como ministra do TSE em agosto de 2025, após integrar a lista tríplice encaminhada ao presidente da República.

Decisão envolvendo a Globo

Na quinta-feira (1º), Estela determinou que a Globo não poderia exibir o púlpito vazio que representaria a ausência de Lula no debate presidencial. A medida atendeu a pedido apresentado pelo PT.

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Segundo a decisão relatada pela Revista Oeste, a ministra considerou que a exibição do púlpito poderia constranger o candidato. Posteriormente, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também determinou a participação de Renan Santos, do partido Missão, no debate.

Diante das decisões judiciais, a Globo cancelou o evento e afirmou que havia insegurança jurídica e interferência indevida na imprensa.

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