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TENSÃO NOS BASTIDORES

Governo Lula e STF demonstram preocupação com atuação de André Mendonça em investigações da PF

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Uma crise institucional envolvendo a Polícia Federal (PF) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, passou a preocupar integrantes do governo federal e da cúpula da Corte. O impasse ganhou força nesta quinta-feira (7), após os 27 superintendentes regionais da PF divulgarem uma nota pública em defesa da atuação técnica e independente da corporação.

No documento, os dirigentes reforçam que a credibilidade da Polícia Federal foi construída com base na imparcialidade e no cumprimento da Constituição, destacando que as investigações não se submetem a interesses políticos, ideológicos ou pessoais.

No mesmo dia, André Mendonça reuniu-se com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em uma tentativa de reduzir o desgaste entre o gabinete do magistrado e a direção da PF. Segundo relatos, o encontro ocorreu em tom conciliador, e o ministro ressaltou a importância da independência da Polícia Federal e do trabalho desenvolvido pela instituição.

Nos bastidores, porém, permanece o clima de insatisfação. O gabinete de Mendonça cobra explicações sobre a condução de investigações e questiona a demora no cumprimento de determinadas diligências. A Polícia Federal nega qualquer irregularidade e afirma que todas as apurações seguem critérios exclusivamente técnicos e legais.

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Na manifestação pública, os superintendentes também demonstraram apoio ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reafirmando confiança na condução da corporação.

“Ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”, destaca trecho da nota.

O documento ainda reforça que a atividade investigativa deve ser preservada de qualquer tipo de interferência externa.

“A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, afirmam os superintendentes.

A nota também alerta para os efeitos de críticas que possam comprometer a confiança da sociedade na instituição. Segundo os dirigentes, o debate público é legítimo, mas não pode servir para enfraquecer a credibilidade da Polícia Federal.

Nos bastidores do STF, interlocutores de André Mendonça afirmam que o ministro está tranquilo em relação às críticas, mas demonstrou incômodo com decisões tomadas em investigações, especialmente no caso das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem que seu gabinete fosse previamente informado. Entre as reclamações estariam mudanças em equipes de investigação e demora no cumprimento de determinações judiciais.

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Já integrantes da Polícia Federal avaliam que o ministro estaria extrapolando sua atuação ao questionar procedimentos internos da corporação. Também há críticas à demora na apreciação de pedidos formulados pela PF em outras investigações, como no caso envolvendo o Banco Master, em que mandados judiciais ainda aguardariam autorização do ministro.

 

 

 

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